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Osmorregulação nos peixes

A osmorregulação é importante para evitar, por exemplo, que peixes de água doce absorvam água continuamente e que peixes de água salgada percam-na exageradamente.

Osmorregulação nos peixes
Os peixes apresentam mecanismos que garantem a regulação da quantidade de sais em seu corpo

A osmorregulação pode ser definida como a capacidade de alguns organismos de controlarem as concentrações de sais nos tecidos a fim de manter a regularidade das atividades necessárias para seu funcionamento. Essa regulação é fundamental para a sobrevivência dos animais.

Imagine, por exemplo, um animal em um ambiente hipertônico. Ele poderia perder água exageradamente por osmose, o que o levaria à morte. O contrário também poderia ocorrer com um animal em um meio hipotônico, pois ele poderia absorver água incansavelmente. A seguir trataremos da osmorregulação em peixes, animais que são encontrados em diferentes ambientes aquáticos com diferentes concentrações de sais, tais como água doce, salgada ou salobra.

Como ocorre a osmorregulação em peixes?

Para manter a concentração adequada de sais nos fluidos corporais, os peixes contam com diferentes estratégias. A seguir trataremos de duas principais formas de osmorregulação realizada pelos peixes marinhos e peixes de água doce:

  • Osmorregulação em peixes ósseos marinhos: Os peixes marinhos vivem em ambientes com uma quantidade de sal superior à quantidade de sal no interior de seu corpo. Para evitar que percam água e que fiquem com excesso de sais no meio interno, eles contam com alguns recursos. Esses animais bebem água do mar e eliminam o excesso de sal. Essa eliminação ocorre por meio da ação de células especiais nas brânquias que, por intermédio de transporte ativo, secretam o excesso de sal. Além disso, esses animais formam uma urina concentrada, sendo fundamental, portanto, o papel dos rins nesse processo.

  • Osmorregulação em peixes ósseos dulcícolas: Os peixes de água doce encontram um ambiente hipotônico em relação ao seu meio interno e, por isso, devem criar meios que evitem a entrada excessiva de água e que garantam a quantidade de sais necessários. No caso desses animais, as brânquias são altamente permeáveis, permitindo a entrada de íons e água, assim como a passagem de gases, o que garante trocas gasosas. O excesso de água que entra nesses animais é eliminado por meio de uma urina extremamente diluída e abundante, formada em rins eficientes. Já os sais necessários são conseguidos por meio de transporte ativo pelas brânquias e pela alimentação.

Atenção: Peixes cartilaginosos possuem uma concentração elevada de ureia no sangue. Isso faz com que esses animais tenham o meio interno com concentração de solutos semelhante à água do mar (isotônico). Isso faz com que eles não percam água para o meio.

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