Plaquetas

As plaquetas, também chamadas de trombócitos, são fragmentos de megacariócitos que estão relacionados com a cicatrização de feridas e reparação de vasos sanguíneos.

Plaquetas
As plaquetas são importantes no processo de coagulação do sangue

As plaquetas, também chamadas de trombócitos, são estruturas presentes no sangue que, diferentemente do que muitos pensam, não são células completas. Na realidade, elas são fragmentos de citoplasma formados na medula óssea a partir de células denominadas megacariócitos. No sangue, essas estruturas atuam impedindo a ocorrência de hemorragias e ajudando no processo de coagulação.

→ Estrutura das plaquetas

As plaquetas são estruturas citoplasmáticas de 2 μm a 4 μm de diâmetro, não possuem núcleo e apresentam formato de disco achatado quando estão circulando pelo sangue e formato esférico quando estão realizando sua função. Em sua estrutura, são encontrados uma membrana externa com receptores, organelas, citoesqueleto, um sistema canicular aberto que consiste em invaginações da membrana, um sistema tubular denso que acumula cálcio e uma série de grânulos.

→ Função das plaquetas

As plaquetas possuem importantes funções, e a função hemostática (interrupção de fluxo sanguíneo por um vaso) é a mais conhecida. Isso quer dizer que uma plaqueta auxilia na reparação de lesões vasculares impedindo a ocorrência de hemorragias. Vale destacar, no entanto, que, para a hemostasia ser atingida, não apenas as plaquetas estão envolvidas, são necessários também fatores de coagulação (ativados para levar à formação de fibrina), fatores fibrinolíticos (enzimas que dissolvem o coágulo, controlando seu tamanho), e células endoteliais que revestem o vaso.

Durante a reparação de um vaso sanguíneo, as plaquetas sofrem uma série de modificações para permitir a eficiência do processo. Inicialmente, as plaquetas aderem-se ao colágeno presente na parede do vaso sanguíneo com a ação dos receptores. Em seguida, elas unem-se (agregação plaquetária) a partir das interações entre o fibrinogênio e os receptores de superfície. Nesse momento, as plaquetas dilatam-se, as organelas presentes nelas tornam-se mais centralizadas e ocorre o surgimento de pseudópodes. Ao se agregarem, elas formam uma espécie de tampão no local lesionado, diminuindo a perda sanguínea.

→ Quantidade de plaquetas no organismo

Normalmente, o organismo humano possui de 150 mil a 450 mil plaquetas por microlitro de sangue. Desse total , 70% estão localizadas na circulação e 30% estão presentes no baço. As plaquetas circulantes permanecem nos vasos sanguíneos por aproximadamente 10 dias, quando são levadas para o baço e o fígado.

Quando ocorre um aumento exagerado das plaquetas circulantes, dizemos que é um caso de trombocitose. Por outro lado, quando há uma diminuição exagerada nos seus valores normais, é a ocorrência de uma trombocitopenia. Esses dois casos merecem atenção, uma vez que a trombocitose está relacionada ao risco aumentado de trombose, e a trombocitopenia está relacionada com o risco aumentado de sangramentos.

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