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Síntese proteica

A síntese proteica, também chamada de tradução, é um processo em que as informações contidas em uma molécula de RNA mensageiro são convertidas em proteínas.

Síntese proteica
Todos os tipos de RNA são formados a partir de uma molécula de DNA

O processo de síntese proteica, também denominado de tradução, baseia-se na leitura do RNA mensageiro e na união de aminoácidos correspondentes à sequência de códons (sequência de três bases nitrogenadas) presentes nesse RNA. Na síntese proteica, ocorre, portanto, a conversão de informações contidas nas moléculas de RNA em proteínas.

Quais são os tipos de RNA necessários para a síntese proteica?

Para que a síntese de proteínas ocorra, é necessária a ação do RNA mensageiro (mRNA), RNA ribossômico (rRNA) e RNA transportador (tRNA):

  • rRNA - Esse RNA é responsável por formar os ribossomos, o local onde ocorre a síntese proteica. Essas organelas destacam-se pela ausência de membrana e por serem formadas por duas subunidades, uma pequena e uma grande;

  • mRNA - Esse RNA possui as sequências de base que guiarão a síntese proteica;

  • tRNA – Esse RNA é o responsável por carregar os aminoácidos que formarão a nova molécula de proteína.

Quais são as etapas da síntese proteica?

Observe o esquema de um ribossomo realizando a síntese de uma proteína
Observe o esquema de um ribossomo realizando a síntese de uma proteína

De uma maneira resumida, podemos dizer que o processo de síntese proteica ocorre em três etapas: iniciação, alongamento e finalização. O processo inicia-se quando uma subunidade ribossomal pequena liga-se ao mRNA no códon de iniciação, o qual é identificado por uma molécula de tRNA que transporta metionina. O tRNA possui o anticódon UAC, o qual se emparelha com o códon AUG, o chamado códon de início da tradução. Após esse processo, a subunidade grande do ribossomo liga-se à subunidade pequena, tornando o ribossomo completo.

O local onde o tRNA transportador da metionina encaixa-se no ribossomo é chamado de sítio P. Posteriormente, esse sítio é ocupado pelo tRNA, que transporta a cadeia polipeptídica que está sendo formada. Ao lado desse sítio encontra-se o sítio A, o qual aloja o tRNA, que, por sua vez, transporta o aminoácido que será colocado na cadeia polipeptídica que se forma. Após o tRNA alojar-se no sítio P, um novo tRNA aloja-se no sítio A e inicia-se a fase de alongamento.

Após a ligação dos dois primeiros tRNA, os aminoácidos ligam-se por ligações peptídicas e ocorre o deslocamento do ribossomo sobre a molécula de mRNA para as próximas três bases. O tRNA que transportava a metionina desprende-se, e o segundo tRNA segue em direção ao sítio P, deixando o sítio A livre para outro tRNA.

A molécula de mRNA é transportada códon a códon pelo ribossomo até encontrar um códon de terminação UAA, UAG ou UGA, que indica o fim da cadeia polipeptídica. Nesse momento, o fator de liberação garante a separação de todos os componentes e proporciona a liberação do polipeptídio completo. Essa última etapa é conhecida como finalização.

O que são polirribossomos?

Algumas vezes um mRNA não está sendo traduzido apenas por um ribossomo, sendo possível observar vários ribossomos em um mesmo mRNA e a formação de várias cadeias polipeptídicas em diferentes estágios. O conjunto de ribossomos que traduzem o mesmo mRNA é chamado de polirribossomo.

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