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16 de setembro – Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio

O Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio é uma data importante para a conscientização sobre a destruição dessa camada.

16 de setembro – Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio
A camada de ozônio protege os seres vivos dos efeitos nocivos dos raios ultravioleta

No dia 16 de setembro, comemora-se o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio. Essa data foi escolhida pela Assembleia Geral das Nações Unidas para marcar o dia da assinatura do Protocolo de Montreal, firmado em 1987. Esse protocolo foi importante para a proteção dessa camada, uma vez que reduziu a produção e o consumo de produtos que causam seu desgaste.

A camada de ozônio é um fino envoltório formado por gás ozônio (O3) que envolve a Terra e protege os organismos vivos da radiação emitida pelo Sol. Sem essa camada, localizada a 25 e 30 km acima da superfície (estratosfera), a vida no nosso planeta como conhecemos hoje não existiria.

Infelizmente, substâncias produzidas pelo homem começaram a destruir a camada de ozônio. As primeiras evidências dessa agressão ocorreram em 1977, quando cientistas britânicos observaram um grande buraco na região localizada sobre a Antártida. A partir desse estudo, várias outras pesquisas demonstraram pontos ao redor do mundo onde essa camada tornou-se mais fina.

A diminuição da espessura da camada de ozônio é um problema sério. Nas regiões onde se observou essa diminuição, percebe-se que é maior a incidência de alergias e problemas nos olhos, tais como catarata e cegueira, e na pele, como cânceres. Além disso, a radiação também afeta plantas e outros seres, como é o caso do plâncton.

Os principais vilões da camada de ozônio são os chamados clorofluorcarbonos ou CFCs, que são encontrados, principalmente, em equipamentos de refrigeração e aerossóis. Os CFCs são levados até a estratosfera, onde se desintegram, graças à radiação, e liberam cloro. O cloro então reage com o ozônio e este se transforma em oxigênio (O2). Como o oxigênio não é capaz de proteger contra os raios ultravioleta, estes atingem a superfície da Terra com mais intensidade.

Além dos CFCs, outras substâncias são responsáveis pela destruição da camada de ozônio. Entre elas, podemos citar o Dióxido de Carbono (CO2), que é liberado na queima de combustíveis fósseis e óxidos nítricos.

Com o avanço crescente da destruição da camada de ozônio e a compreensão de que os maiores culpados são os seres humanos, iniciou-se uma grande preocupação em torno dessa questão ambiental. A primeira vez que o assunto foi amplamente discutido foi em 1985, na Convenção de Viena, onde diversas medidas foram propostas para diminuir o problema e o assunto começou a ser seriamente debatido.

Após a Convenção de Viena, foi criado, em 1987, o Protocolo de Montreal. Esse Protocolo, que visa à eliminação da produção e consumo de substâncias que destroem a camada de ozônio, entrou em vigor em 1989. Ele foi um marco tão importante que, na data de sua assinatura, comemoramos a luta pela preservação da camada.

Nos últimos anos, ocorreu um aumento significativo de ozônio estratosférico. Apesar de estar longe de sua completa recuperação, a camada de ozônio está dando sinais de recuperação, isso graças, principalmente, à ação conjunta dos países ao redor do globo.

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