Aids
A prevenção é o melhor remédio!

A síndrome da imunodeficiência adquirida é provocada por um retrovírus envelopado denominado HIV. O retrovírus ataca o sistema imune do organismo infectado tornando-o incapaz de exercer suas funções, além de torná-lo susceptível a inúmeras infecções oportunistas. O HIV no sistema imune reduz a quantidade de linfócitos T, auxiliador principal do glóbulo branco, adotando o procedimento de encaixe por onde a parte mais externa do vírus se funde ao linfócito, fazendo com que a cápsula do vírus seja introduzida à cápsula celular transferindo a ela seu material genético viral.

Além de incapacitar o sistema imunitário, o HIV não corrige os erros provocados pela mutação celular, pois não possui enzimas capazes de repará-los dando origem a novos vírus mutantes no organismo, que torna o combate ao vírus bastante difícil já que apresenta grande variedade de células mutantes.

Transmissão

O vírus HIV pode ser transmitido de uma pessoa a outra através do sangue, esperma, secreção vaginal e leite materno. Estes para serem transmitidos precisam sair do organismo infectado e serem inseridos num organismo sadio para que haja o contágio. Tais líquidos contaminados são transmitidos através de:

Relações sexuais: Envolvimento íntimo com portador da doença sem a utilização de preservativos. A transmissão pode ser feita a partir de qualquer sexo e transferida também sem distinção do mesmo, independente de quem penetra e de quem é penetrado. No sexo oral, evitar contato com esperma ou secreção vaginal.

Seringas e materiais cortantes: Uso de seringas ou qualquer outro material cortante utilizado por mais de uma pessoa sem a devida higienização e posterior esterilização. Este procedimento transfere o vírus presente no sangue contaminado a um próximo usuário que pode ser sadio.

Transfusões e transplantes: Ocorre quando o sangue ou órgão recebido contiver o vírus HIV.

Gravidez: A mãe contaminada passa o vírus para o filho durante o parto ou na lactação.

Inseminação artificial: Quando o sêmen inseminado contiver o vírus HIV armazenado, infectando assim a mãe e possivelmente o bebê.

É importante saber que é improvável a transmissão da doença pelo contato social, por picadas de insetos, pelos utensílios alimentares, por sanitários, aerossóis, o que torna a restrição de portadores do HIV injustificável em escolas, ambientes profissionais ou sociais.

Sintomas

Normalmente, a AIDS permanece incubada por algum tempo que é variável. Quando se manifesta, pode ocorrer fadiga, calafrio, febre, perda de peso, inchaço dos gânglios linfáticos, dor de cabeça, manchas avermelhadas pelo corpo, dor de garganta, dores musculares, perda de raciocínio e locomoção, erupções na pele, diarréia, náuseas e vômitos. Pode-se contrair doenças oportunistas nesse período, as mais comuns são: tuberculose, pneumonia, herpes simples, cândida albicans (sapinho), encefalite, meningite, infecção do fígado, sarcoma de Kaposi, infecção da medula óssea, úlceras, faringite, suores noturnos, candidíase, salmoneloses, toxoplasmose entre outras.

Tratamento

Desde que descoberta, em 1981, a AIDS não pode ser curada, pois ainda não se conseguiu descobrir um antídoto capaz de destruir as inúmeras células mutantes que são produzidas pelo HIV. O tratamento consiste em melhorar e facilitar a vida dos portadores do vírus, utilizando inibidores da replicação do HIV que reverte o RNA viral em DNA e inibidores da ação enzimática que quebra as cadeias protéicas e as transforma em proteínas virais.

Prevenção

Como não há cura, é importantíssimo que se tenha bastante cuidado ao utilizar materiais que podem transmitir o vírus e ao ter relações sexuais. O uso de preservativos, espermicidas (associados ao preservativo), a utilização de seringas e outros cortantes esterilizados, luvas descartáveis e outros podem auxiliar no processo de prevenção.

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