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Alopecia areata
A alopecia caracteriza-se pela perda repentina de pelos, formando círculos na região acometida.
A alopecia areata, conhecida popularmente como pelada, é uma doença caracterizada pela queda repentina de pelos e/ou cabelos em áreas específicas, mas sem provocar alterações na pele destas regiões. A área afetada apresenta-se arredondada ou oval, e geralmente sem sinais de irritação nem inflamação. Somente em alguns casos é que ocorre prurido ou queimação. O couro cabeludo, sobrancelha e barba são as áreas mais frequentemente afetadas.

Geralmente, ocorrem poucos episódios isolados durante a vida da pessoa, e os pelos voltam a crescer, completamente ou de forma parcial. Em situações mais delicadas, ela pode se manifestar de forma crônica, podendo evoluir para a alopecia total (ou totalis), que é um quadro no qual todo o couro cabeludo é comprometido; ou alopecia universal (ou universallis), em que há a perda total dos pelos do corpo. Geralmente eles nascem mais claros e finos, adquirindo suas características normais em até um ano.

Ela acomete tanto homens quanto mulheres, e suas causas não são completamente elucidadas. Sabe-se somente que fatores emocionais e problemas relacionados à imunidade propiciam o quadro, e que ela é mais frequente em pessoas que possuem histórico familiar positivo para a alopecia. Cerca de 2% da população é portadora deste problema, e em pouco mais da metade dos casos, são pessoas menores de vinte anos de idade.

O diagnóstico deve ser feito pelo dermatologista. Em algumas situações, pode ser necessária a biópsia da região acometida. Esse profissional é também responsável pela indicação do tratamento mais adequado para o caso. Alguns fármacos, como os corticoides, são bastante eficazes, porém muito fortes, e podem provocar efeitos colaterais significativos. Assim, esta orientação é importante, principalmente, por se analisar as relações de custo-benefício entre doença e tratamento, freando sua evolução. Assim, quanto mais cedo buscar ajuda médica, melhor os resultados.

Como a alopecia, em muitos casos, afeta a segurança e autoestima da pessoa, auxílio psicológico também é recomendado – até porque fatores emocionais podem desencadear tais eventos.

Vale lembrar que, mesmo assim, não há como se prevenir com 100% de eficácia as reincidências da doença.

Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia

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