Megalópoles

As megalópoles constituem-se como as mais complexas formações territoriais do espaço geográfico contemporâneo.

Megalópoles
Tóquio, uma das principais áreas da maior megalópole do mundo

As Megalópoles são regiões de grande aglomeração populacional constituídas pelo agrupamento de grandes regiões metropolitanas, que se interligam não fisicamente, mas por um eficiente sistema de transporte e comunicação. Trata-se, portanto, de um domínio regional territorial que costuma concentrar os investimentos, as atividades industriais e boa parte da população de um país.

O termo megalópole, em suas definições, frequentemente é confundido com a expressão megacidade. No entanto, essas duas expressões não possuem uma direta relação, uma vez que megacidade é um termo criado pela ONU para designar aqueles centros urbanos compostos por mais de 10 milhões de habitantes, tratando-se, portanto, de um conceito demográfico.

Além disso, é importante lembrar que as megalópoles não necessariamente apresentam suas áreas totalmente conurbadas entre todas as suas cidades, ou seja, o seu agrupamento não é físico, mas econômico e territorial. Ademais, não se trata de um espaço exclusivamente urbano, uma vez que as atividades agropecuárias localizadas nesses espaços também fazem parte de seu contexto.

A primeira megalópole a ser identificada na era moderna foi a de Nova York, durante os estudos empreendidos pelo geógrafo estadunidense Jean Gottman nos anos 1960. O alcance dessa zona intensamente urbanizada atingia, além de Nova York, as metrópoles de Boston e Washington, produzindo uma alta complexidade logística e financeira em seus espaços. Gottman percebeu que, além do desenvolvimento, essa megalópole concentrava quase 20% da população de todo o território dos Estados Unidos.

Atualmente, o maior exemplo de megalópole do mundo está no Japão, interligando as metrópoles de Tóquio, Osaka e Kitakyushu, além de centenas de outras cidades que compõem o seu entorno. Essa região abriga quase 80% da população japonesa, evidenciando o caráter altamente desenvolvido de suas estruturas e de seus espaços.

Inicialmente, esse fenômeno restringia-se aos países desenvolvidos, mas vem também se estendendo aos países subdesenvolvidos, tais como o Brasil e o México. Na região Sudeste brasileira, encontra-se uma das maiores megalópoles do mundo, envolvendo as metrópoles do Rio de Janeiro e São Paulo, além de Campinas, a Baixada Santista e todas as cidades circundantes, totalizando 232 municípios.

A formação das megalópoles é a evidência das transformações socioespaciais provocadas pelos avanços do meio técnico-científico informacional, além de corresponder às bases estruturais do processo de Globalização, uma vez que são nesses espaços que se concentram as principais atividades econômicas e as sedes dos poderes das grandes corporações mundiais.

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