Tsunami

Um tsunami costuma originar-se a partir de tremores ocasionados pelo tectonismo em áreas oceânicas.

Tsunami
Placa alertando para o perigo de um tsunami, na Tailândia

Os tsunamis podem ser definidos como grandes ondas oceânicas geradas por terremotos ou outros eventos geológicos. A ocorrência desse fenômeno provoca a invasão de áreas litorâneas por ondas gigantes que, rapidamente, destroem tudo o que encontram. Por definição, para ser considerado um tsunami, a onda precisa ter um comprimento entre 10 e 500 km, tendo um período de formação relativamente lento, de alguns minutos.

Quando em alto mar, os tsunamis não costumam apresentar uma amplitude (diferença entre a maior e a menor altura) muito grande. No entanto, quando próximas ao litoral, com águas mais rasas, esse panorama muda e as ondas agigantam-se. Esse fenômeno é mais comum nos oceanos Pacífico e Índico, apesar de o Atlântico já ter registrado um tsunami que atingiu a cidade de Lisboa em 1755. O maior tsunami da história ocorreu no Alasca, no ano de 1958.

Como se formam os tsunamis?

Existem várias causas dos tsunamis, como alguns processos gerados por atividades vulcânicas e o depósito abrupto de um grande material de rochas ou gelo no mar. Mas o principal fator para a formação de tsunamis é a atividade tectônica. Confira o esquema a seguir:

Esquema explicativo da formação de um tsunami
Esquema explicativo da formação de um tsunami

Uma zona de choque ou encontro entre duas placas tectônicas é uma área geologicamente muito instável, proporcionando o surgimento de eventuais terremotos, resultantes da liberação de energia acumulada nos pontos de contato entre ambas. Quando isso ocorre no oceano, há um soerguimento das águas oceânicas que, com isso, agitam-se e são capazes de gerar fortíssimas ondas, os tsunamis.

Quanto maior a intensidade, maior tende a ser a velocidade de propagação das ondas, gerando efeitos ainda mais catastróficos nas áreas litorâneas atingidas. Além disso, quanto maior a velocidade de movimentação das placas, maiores também são os seus efeitos, o que explica, em partes, porque o Oceano Atlântico não registra tantos tremores, vulcanismos e tsunamis quanto os demais oceanos.

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