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Regência Una de Diogo Feijó (1835-1837)

A Regência Una de Diogo Feijó foi marcada principalmente pela eclosão de rebeliões provinciais que colocaram em perigo a integridade do território nacional.

Regência Una de Diogo Feijó (1835-1837)
O Regente Feijó em tela do artista Oscar Pereira da Silva (1865-1939)

Com o Ato Adicional de 1834, a organização do Estado Imperial durante a menoridade de Pedro de Alcântara passaria a ser administrada por uma Regência Una, cujas eleições ocorreriam a cada quatro anos.

O primeiro regente foi o padre Diogo Antônio Feijó (1784-1843), que começou sua carreira política na década de 1820, ganhando notoriedade com a criação da Guarda Nacional durante a Regência Trina, em 1832. Criou polêmica ainda ao defender o fim do celibato do clero como forma de regenerar a conduta dos padres que viviam em concubinato.

No aspecto político, sua regência ficou marcada pela autonomia conseguida pelas províncias. Também foi sob sua administração que os dois principais grupos políticos do período imperial se formaram.

Os progressistas eram um grupo moderado defensor de alguns preceitos liberais, sendo formado em sua maioria pelos grupos sociais intermediários urbanos, clérigos e proprietários do sudeste e sul do país. Eram ainda adeptos da autonomia das províncias, dando menor poder ao Governo Central. Durante o segundo Reinado, dariam origem ao Partido Liberal.

Os regressistas caracterizavam-se pelo conservadorismo, defendo o fim do Ato Adicional de 1834 e o combate à descentralização política. Suas fileiras eram engrossadas por grandes proprietários rurais, principalmente do Norte, comerciantes, magistrados e burocratas do Estado. No reinado de D. Pedro II formariam o Partido Conservador.

Outro fato que marcou a Regência de Feijó foi a eclosão de diversas rebeliões provinciais. A Revolta Farroupilha, a Balaiada, a Cabanagem, a Revolta dos Malês e a Sabinada colocaram em perigo a integridade territorial do Estado brasileiro.

Esse último aspecto foi determinante para o desgaste de Feijó. Como o padre não conseguiu sufocar as rebeliões, seu mandato passou a sofrer severas críticas. Pressionado e com problemas de saúde, renunciou ao cargo em 1837, dois anos antes do término previsto.

Uma nova eleição foi convocada e Araújo Lima foi eleito para a segunda Regência Una, garantindo a volta dos conservadores ao poder.

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