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Segundo governo de Fernando Henrique Cardoso

Segundo governo de Fernando Henrique Cardoso
Fernando Henrique Cardoso foi o primeiro presidente reeleito em dois mandatos consecutivos.*

Fernando Henrique Cardoso conseguiu sua reeleição no processo eleitoral de 1998 quando derrotou o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva. Somando 53% dos votos válidos, o político vitorioso tornou-se o primeiro presidente reeleito em dois mandatos consecutivos. O objetivo do novo mandato era de diminuir a dívida pública brasileira, que ultrapassava nesse período a cifra de 328 bilhões de reais.

Ao fim de seu primeiro governo (1995 – 1998), a dívida externa alcançou 30% de toda a produção interna do País (PIB). Além disso, a moeda brasileira estava num patamar elevado, em que 1 dólar valia 1 real, dificultando as exportações dos produtos brasileiros. Dessa forma, o processo de privatização foi visto como o vilão da economia brasileira, que estava endividada nos primeiros anos do século XXI.

Outros fatores foram preponderantes para o baixo crescimento econômico do Brasil, como as altas taxas de desemprego, que assolaram milhares de pessoas; e o alto índice de corrupção política, que desviou investimentos das áreas da saúde, educação, transportes etc. As ações corruptivas colocaram o Brasil nesse momento entre os países do mundo que possuíam os maiores níveis de desvios de verbas públicas.

A qualidade de vida foi outro reflexo dos problemas econômicos do país. As desigualdades sociais estavam alarmantes e o IDH (índice do desenvolvimento humano que mede a expectativa de vida da população, o grau de escolaridade, sanitarismo e renda per capita) do ano de 2001, da Organização das Nações Unidas, mostrou que o Brasil ocupava a 69° posição entre 162 países.

Os problemas foram se agravando com o aumento da má distribuição de renda por todo o país. Grande parcela da população era pobre e possuía uma baixa renda econômica. Por outro lado, a minoria de ricos concentrava em suas mãos uma grande quantidade de poder econômico que acentuava os antagonismos sociais. Segundo um relatório da ONU de 1999, os 20% mais pobres do Brasil detinham apenas 2,5% da renda nacional, ao passo que os 20 % mais ricos possuíam 63,4%. 

A estagnação econômica também atingiu vários outros setores da sociedade durante os governos de FHC. Uma pesquisa realizada pela OMS – Organização Mundial da Saúde – revelou que os serviços da saúde pública brasileira eram piores do que os de alguns países periféricos, como Paraguai e El Salvador. Entre 191 nações, o Brasil ocupava a 125° posição em qualidade do sistema de saúde. Na América, o Brasil ocupou a 30° posição entre 35 países.

Foi com essas dificuldades que a era FHC chegou ao seu fim em 2002, quando ocorreram novas eleições e o candidato Luiz Inácio Lula da Silva do PT (Partido dos Trabalhadores) conseguiu em sua quarta tentativa a vitória para a presidência do Brasil.

*Créditos de imagem: A. Einsiedler e Shutterstock.com

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