Batalha de Kursk

A batalha de Kursk aconteceu em julho de 1943 após o início de uma ofensiva das forças alemãs na União Soviética. A invasão da Sicília contribuiu para a vitória soviética.

Batalha de Kursk
Memorial em Prokhorovka em lembrança ao confronto de blindados durante a Batalha de Kursk *

A Batalha de Kursk, que aconteceu em julho de 1943 durante a Segunda Guerra Mundial, ficou conhecida por ter abrigado a maior batalha de blindados da história, a batalha de Prokhorovka. A disputa em Kursk foi a última grande ofensiva dos alemães na União Soviética e marcou o fim das possibilidades de vitória dos nazistas contra a URSS.

Antecedentes

O rumo da guerra em 1943 era totalmente diferente daquilo que havia planejado Adolf Hitler. A esperança da rápida conquista sobre a União Soviética em 1941 dissipou-se e a realidade da Alemanha não era das melhores. Desde a derrota na Batalha de Stalingrado, o exército alemão havia perdido inúmeros territórios. Além disso, os alemães precisavam lidar com o enfraquecimento da sua indústria mediante o esforço de guerra.

A União Soviética, diferentemente da Alemanha, estava no controle das ações e, além disso, a indústria soviética estava a todo vapor e produzia, por exemplo, cerca de 1.200 tanques T-34 (o melhor tanque que a União Soviética produziu na guerra) |1|. No entanto, a União Soviética ainda lidava com a grande quantidade de soldados que morriam em batalha (esse padrão manteve-se até o final da guerra em 1945).

Em junho de 1943, Hitler falou da necessidade de uma grande ofensiva para retomar o controle das ações na URSS. O ataque alemão foi concentrado em uma zona enfraquecida da linha de soldados soviéticos que ficava nas proximidades da cidade de Kursk.

Hitler havia sido advertido pelo reconhecimento aéreo de que as defesas soviéticas estavam concentradas e preparadas para suportar um ataque, mas ignorou todos os relatórios. O exército soviético foi informado pelos Aliados, a partir do sistema de inteligência Ultra, que os alemães planejavam um ataque contra a zona de Kursk. A partir dessa informação, a União Soviética mobilizou civis para cavar trincheiras e montar defesas e colocou uma reserva de soldados camuflados na região.

Operação Citadela

A operação responsável pelo ataque a Kursk foi nomeada pelos alemães de Operação Citadela e foi iniciada em 5 de julho de 1943. O ataque mobilizou 780 mil soldados, que atacaram cerca de 1,9 milhão de soldados soviéticos. Além da inferioridade numérica na quantidade de soldados, os alemães possuíam menos aviões, menos tanques e menos peças de artilharia. Em resumo, as forças alemãs eram claramente inferiores.

Quando a batalha começou, os comandantes alemães viram-se surpreendidos pelo fato de não terem pego os soviéticos de surpresa. Os primeiros confrontos da batalha de Kursk aconteceram entre as aviações dos dois países. Em seguida, foi iniciado o avanço dos blindados alemães pela estepe de Kursk. O avanço dos blindados foi surpreendido pela artilharia antitanque que estava camuflada.

Por volta do dia 8 de julho, o ataque alemão perdeu força, e os soviéticos começaram a organizar uma contraofensiva, que foi chamada de Operação Kutuzov. O desdobramento da ofensiva soviética foi a Batalha de Prokhorovka, na qual os confrontos entre blindados e infantaria acontecerem à queima-roupa na estepe russa.

O desembarque das tropas Aliadas na Sicília, sul da Itália, forçou Hitler a convocar o fim da Operação Citadela para reforçar as defesas italianas. Hitler temia que as tropas italianas não seriam capazes de reter o avanço das tropas americanas e britânicas na região, o que colocaria em risco o território alemão. A vitória em Kursk foi, portanto, soviética.

Consequências

O recuo alemão logo resultou em novas derrotas alemãs para os soviéticos (em Kharkov, Orel e Belgorod). Além disso, as perdas sofridas durante a Batalha de Kursk foram irreparáveis, incluindo um total de 50 mil homens. A derrota em Kursk marcou o início da grande ofensiva soviética rumo a Berlim, capital da Alemanha.

|1| HASTINGS, Max. O mundo em guerra 1939-1945. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2012, p. 401.

* Créditos da imagem: Andrii Zhezhera e Shutterstock

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