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Revolução Francesa
A Revolução Francesa foi um dos mais duros golpes dados contra a ordem absolutista.
Ao longo do século XVIII, o movimento iluminista foi responsável por uma ampla e inovadora produção de conhecimento para o homem. No campo político, as teorias iluministas dialogaram com os pressupostos e ações que definiam o regime absolutista na Europa. Esse, fundamentando em tradições feudais e justificativas religiosas, logo seria criticado como empecilho para a construção de instituições políticas regradas pela razão.

Contudo, para que o absolutismo chegasse ao seu fim, seria necessário que eventos de natureza histórica contribuíssem para que a autoridade real fosse questionada. Décadas antes, os ingleses vivenciaram um primeiro movimento revolucionário em que a realeza teve seus poderes subordinados à vontade do parlamento. Já na segunda metade do século XVIII, a população das 13 Colônias abraçou o pensamento iluminista ao defender a independência e a formação dos Estados Unidos da América.

Nessa época, a monarquia francesa experimentava uma grave crise desenvolvida por uma série de fatores. Por um lado, os membros da nobreza e do clero usufruíam de regalias e privilégios que destoavam dos pesados encargos pagos pela burguesia e as classes trabalhadoras. Além do desequilíbrio fiscal, o país vivia uma violenta crise econômica que não poderia ser superada caso novas leis viessem a impor uma nova lógica à economia nacional.

As camadas populares já organizavam pequenos levantes em que as péssimas condições de vida serviam como justificativa de saques e outros atos de desobediência. Já a burguesia travava outra batalha onde buscava reduzir a intervenção do Estado na economia e a adoção de medidas que fomentassem suas ambições econômicas. Nesse âmbito, vemos que os grandes opositores do Estado absolutista tinham interesses distintos entre si.

Nesse último aspecto, vários historiadores discutem se a Revolução Francesa possa ser vista como um verdadeiro “processo revolucionário”. Para alguns, excetuando-se a fase de hegemonia jacobina, essa experiência histórica somente atendeu aos interesses e adequações de uma nova elite que se organizava pela Europa. Na verdade, este é apenas um dos vários ecos que nos revelam a importância dos ideais de “liberdade, igualdade e fraternidade” daquele ano de 1789.

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