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Bug do Ponto Flutuante

No ano de 1994, a Intel lançou seu mais novo processador para a época, o Pentium, sucessor do 486. O Pentium foi grandemente aceito pelo mercado, foi rapidamente utilizado nos computadores da época.

Na época de testes, a empresa notou que havia uma falha em uma tabela usada para aumentar a velocidade do algoritmo de multiplicação em ponto flutuante do processador. No entanto, os testes mostravam que se tratava de um erro muito raro (uma vez em cada 27.000 anos). Acreditando que ninguém iria perceber o erro, a empresa deixou para corrigir o problema em versões posteriores (Pentium III, IV, etc.) e não substituiu imediatamente os produtos como de costume.

No mesmo ano, Thomas Nicely percebeu o erro ao realizar cálculos. Em uma expressão onde divide-se A por um número B e depois multiplica-se o resultado por B, se obtém como resultado o próprio número A, então A – A é igual a 0. Nicely atribuiu A = 4.195.835 e B = 3.145.727, o que resultava em 256.

A Intel reconheceu o erro, porém passou a trocar inicialmente apenas os processadores de quem fosse capaz de provar que usava o computador para cálculos matemáticos que exigissem tamanha precisão. Após um estudo, a IBM, fabricante de inúmeros computadores com os processadores da Intel, declarou que a possibilidade do erro ocorrer era de uma vez a cada 24 dias e não os 27.000 anos anunciados pela Intel, a empresa ameaçou de retirar do mercado todos os computadores com os processadores Pentium.

A Intel se viu obrigada a trocar seus processadores, uma vez que seus clientes não queriam conviver com a possibilidade de erro de cálculo, gerando um prejuízo de mais de U$ 450 milhões para a empresa.

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