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Alergia à proteína do leite de vaca

A alergia à proteína do leite de vaca (APLV) é uma alergia alimentar que acomete princialmente crianças e apresenta carácter transitório na maioria dos casos.

Alergia à proteína do leite de vaca
O leite de vaca apresenta proteínas que podem desencadear alergia

Alergias alimentares são bastante comuns e geralmente são responsáveis por manifestações gastrointestinais desconfortáveis. Dentre os principais responsáveis por alergias alimentares podemos destacar o ovo, o amendoim e o leite de vaca. A alergia à proteína do leite de vaca é a alergia alimentar que mais ocorre em crianças menores de três anos e acomete principalmente o sistema digestório e a pele.

O que é a alergia à proteína do leite de vaca?

A alergia à proteína do leite de vaca (APLV) é uma resposta imunológica desencadeada pela presença de uma proteína que o sistema imunológico não reconheceu adequadamente. O leite apresenta cerca de 20 diferentes proteínas, as quais podem desencadear respostas alérgicas. Dentre as principais proteínas que causam resposta imunológica podemos destacar a caseína, α-lactoalbumina e β-lactoglobulina.

A APLV acomete principalmente crianças logo após a fase de amamentação e o início do uso de produtos que contenham leite de vaca. Entretanto, pode ocorrer em lactentes que se alimentam exclusivamente do leite materno, sendo nesse caso consequência do alimento ingerido pela mãe. A APLV em adultos pode ocorrer, porém com menor frequência.

Quadro clínico da alergia à proteína do leite de vaca

A APLV pode apresentar diferentes sinais e sintomas que vão desde ataques de asma até sangue nas fezes. Podemos classificar as reações em imediatas e tardias.

  • Reações imediatas: Dentre as reações imediatas, que ocorrem até duas horas após o consumo de leite de vaca, podemos citar: urticária, rinite, tosse seca, edema de laringe, asma e vômitos.

  • Reações tardias: Dentre as reações tardias, que ocorrem após muitas horas ou até dias após a ingestão do leite de vaca, podemos citar: diarreia crônica, refluxo gastroesofágico, constipação, vômitos e fezes com sangue.

Tratamento da alergia à proteína do leite de vaca

O tratamento da APLV deve ser iniciado assim que confirmado o problema. Para o diagnóstico recomenda-se analisar a história de vida do paciente, realizar a dieta de eliminação e realizar provas de tolerância.

Para tratamento da APLV a recomendação é simples, porém nem sempre fácil de ser seguida: deve-se retirar completamente alimentos que contenham leite de vaca da dieta. A retirada desses alimentos pode ser traumática, uma vez que grande parte dos alimentos possuem o produto. No caso das crianças que estão apenas alimentando do leite materno, é necessária a exclusão do leite de vaca da alimentação da mãe. Pode ser necessário, nesses casos, a suplementação materna com cálcio.

Vale destacar que em alguns casos, o problema se torna mais grave e a pessoa apresenta problemas que vão além da ingestão do leite. Alguns pacientes podem apresentar alergia até ao cheiro do leite e cremes que possuem leite em sua composição, sendo necessário nesse caso um cuidado redobrado a fim de evitar situações que levem a uma resposta alérgica.

É importante salientar que na maioria dos casos, a APLV é transitória, ou seja, desaparece após um período de tempo. Estima-se que 85% das crianças com o problema ficam completamente curadas entre os 3 e 5 anos de idade.

ATENÇÃO: A Organização Mundial de Saúde recomenda que a criança seja alimentada exclusivamente de leite materno até seis meses de idade.

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