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Canibalismo

Canibalismo
Canibalismo humano no Brasil em 1557, segundo a descrição de Hans Staden
A palavra “canibal” tem origem no idioma arawan, o qual era falado por uma tribo da América do Sul que realizava a prática. O canibalismo se caracteriza pelo consumo de partes do corpo de um indivíduo da mesma espécie. Existem evidências de que o canibalismo já esteve presente na África, América do Sul, América do Norte, ilhas do Pacífico Sul e Antilhas.

Ao longo da história, as causas mais comuns que levaram à prática do canibalismo foram os rituais e as crenças místicas indígenas. Em algumas tribos acreditava-se que quando o indivíduo comia a carne de outro, ele recebia toda a sua força e poder. Por esse motivo, os astecas sacrificavam e comiam os guerreiros prisioneiros de guerra de outras tribos para assim possuir suas habilidades.

Existem poucos casos de canibalismo na sociedade moderna. Um deles ocorreu em 1972, após um acidente envolvendo um avião da Força Aérea do Uruguai, que transportava a Seleção de Rúgbi do país. O avião despenhou na Cordilheira dos Andes e apenas 16 pessoas se salvaram. Após serem salvas, confessaram que tiveram que comer o corpo dos que haviam morrido, para assim sobreviver. Além dos casos desse caráter, existem aqueles considerados patológicos ao extremo, como no caso do alemão Fritz Harmann, em 1924; do russo Andrei Chikatilo, nas décadas de 80 e 90; e do também alemão Armin Meiwes em 2002.

No ponto de vista legal, o canibalismo é considerado crime de mutilação e profanação de cadáver. Na visão da sociedade, é um ato repugnante, imoral e de desrespeito ao ser humano.

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