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Adaptação das plantas ao Cerrado

As plantas do Cerrado desenvolveram adaptações que permitem sua sobrevivência nesse ambiente tão peculiar.

O Bioma Cerrado ocupa cerca de dois milhões de quilômetros quadrados do nosso território, distribuídos em áreas do Planalto Central e Nordeste. É a savana mais rica em biodiversidade do mundo, apresentando inclusive plantas endêmicas (que se restringem a uma única região).

O clima do cerrado é sazonal, com inverno seco e verão chuvoso. Os solos são predominantemente arenosos, muito lixiviados e ácidos em razão da grande quantidade de alumínio. O fogo também é um fator importante no Cerrado, pois atua disponibilizando nutrientes sob a forma de cinzas e mudando as fisionomias.

Diante de tantas características peculiares, não é de se estranhar que as plantas tenham mecanismos adaptativos para suportar a vida nesse ambiente. Dentre as características mais importantes, podemos citar:

- Sistema subterrâneo desenvolvido: Uma das adaptações mais admiráveis é a presença de sistemas subterrâneos. Geralmente espessados, esses órgãos acumulam reservas e possuem gemas, que permitem a rebrota após fogo e seca prolongada.  Alguns desses sistemas possuem raízes muito longas que crescem em busca de água. Diversos tipos de sistemas subterrâneos podem ser citados, como os xilopódios, raízes tuberosas, sistemas subterrâneos difusos e os rizóforos. É importante destacar que o fogo pode estimular a formação de brotos.

- Caules aéreos espessos: Os caules das plantas do Cerrado normalmente se apresentam espessados em virtude de uma grande camada de súber (camada mais externa da periderme). O súber atua como um isolante, impedindo que o fogo chegue até as partes de tecido vivo da planta. 

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Ainda sobre os caules, é importante destacar que sua tortuosidade evidente ocorre graças à morte das gemas terminais e do desenvolvimento das gemas laterais, tudo isso em razão da ação do fogo. Outra teoria sugere que sua tortuosidade é uma resposta à toxicidade do solo e baixa fertilidade.

- Folhas com estômatos na face abaxial: As folhas recebem grande incidência de raios luminosos na face adaxial (superior), que faz com que ela aumente a transpiração. Estômatos apenas na face abaxial fazem com que a planta tenha menos perda de água.

- Cutícula espessa: A cutícula é formada por um composto de lipídios chamado de cutina. Ela é uma substância impermeável que atua como proteção contra a perda de água.

- Pilosidade: A presença de tricomas é uma adaptação importante, pois, eles, além de atuarem na defesa da planta contra herbivoria, atuam diminuindo a perda de água por transpiração e diminuem a incidência luminosa na planta.

O Pequi é uma planta muito comum nos Cerrados. Observe seu caule espesso
O Pequi é uma planta muito comum nos Cerrados. Observe seu caule espesso
Publicado por: Vanessa Sardinha dos Santos
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