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Diferentes estratégias para enfrentar a crise de água

Dentre as estratégias para enfrentar a crise de água, destacam-se a dessalinização da água do mar, a transposição de rios, a água de reúso e a conscientização da população.

Tratar águas residuárias pode ajudar no abastecimento da população
Tratar águas residuárias pode ajudar no abastecimento da população

É cada vez maior o numero de países ao redor do mundo que sofrem com a escassez de água potável. Diante da falta desse recurso, diversas estratégias foram criadas para enfrentar a crise e abastecer a população. Veja a seguir algumas delas:

A água salgada representa cerca de 97,5% de todo o total de água existente no planeta. Todavia, em virtude da alta salinidade, ela não pode ser usada para consumo humano. Ao perceber o quanto esse recurso estava sendo desperdiçado, surgiu a ideia de dessalinizar a água do mar, tornando-a potável.

A dessalinização da água do mar já é uma alternativa utilizada em alguns lugares do mundo, como na Austrália e na Europa. Dentre as técnicas disponíveis para a dessalinização, destacam-se a osmose inversa, destilação multiestágios, dessalinização térmica e congelamento. Vale destacar, no entanto, que a dessalinização não é uma alternativa barata, principalmente por necessitar de grande quantidade de energia. Diante do alto custo, ela só é indicada em locais onde fontes de água doce são realmente escassas.

Outra estratégia que pode ajudar na escassez de água é a transposição de rios. Essa técnica permite que a água seja levada de um local para outro por meio de canais que desviam o curso dos rios. Apesar da transposição parecer uma estratégia simples, ela apresenta diversos problemas no que diz respeito aos impactos ambientais.

Ao desviar o curso de um rio, várias áreas são desmatadas para a construção dos canais, o que provoca desertificação e destruição de habitat, colocando em risco a sobrevivência de várias espécies. Além disso, ao realizar a transposição, a comunidade aquática da bacia receptora pode sofrer graves modificações, ocorrendo, assim, até mesmo a diminuição do número de espécies.

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Além dos impactos ambientais, a vida social da população que habita as áreas de transposição é muito afetada. Em alguns casos, é necessário, por exemplo, que várias famílias deixem permanentemente suas casas para que a obra seja realizada, o que provoca diversos transtornos.

O uso de águas subterrâneas pode também ser uma alternativa para o abastecimento de cidades que passam por falta de água. Porém, é necessário que a qualidade das águas dos aquíferos e como a exploração pode ser feita de maneira sustentável sejam avaliados para não haver riscos de esgotamento.

Além da transposição, da dessalinização e do uso de águas substerrâneas, o uso de águas residuárias tratadas (água de reúso) também pode ser uma alternativa para enfrentar a crise de água. Nessa técnica, esgoto é tratado para que direta ou indiretamente possa ser usado novamente pela população. Apesar de parecer uma ideia perigosa, muitos pesquisadores indicam que a água produzida nesses processos é limpa e não representa riscos à população.

No Brasil, a água de reúso é usada apenas para fins não potáveis. Entretanto, projetos recentes estudam a possibilidade de tratamento para consumo humano. Ainda que o projeto receba críticas, pode ser uma solução para a crise hídrica, se realizado de maneira adequada.

Apesar da existência de várias técnicas, a melhor forma de evitar o agravamento da crise hídrica no Brasil e no mundo é realizar programas que visem à conscientização da população e à proteção dos corpos d'água. Proteger as nascentes e evitar que os rios sejam poluídos garantem, de maneira mais eficaz, a disponibilidade de água para toda a população, além de ser uma das maneiras mais baratas.

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