Girassol

Helianthus annus é o nome científico do girassol, uma dicotiledônea da família das Compostas. Esta planta é originária do Oeste da América do Norte e pode produzir flores o ano todo, em temperaturas entre 18 e 30°C. Suas sementes são utilizadas na alimentação e para fins medicinais e seu óleo tem diversas aplicabilidades, sendo utilizado na alimentação e, inclusive, como biocombustível. Suas flores e sementes são empregadas na produção de bronzeadores, perfumes, remédios, cremes, velas, óleos e temperos.

A corola do girassol é tubulosa: um tubo comprido, com o mesmo diâmetro em toda sua extensão.

Esta planta de raiz profunda tem suas flores sésseis que estão inseridas em ápice dilatado, reunidas em inflorescência do tipo indefinida, denominada capítulo – nome dado ao tipo de inflorescência em que as flores estão muito próximas de si e inseridas em um eixo comum. Assim, o que à primeira vista parece ser uma flor é, na verdade, uma inflorescência. Nos girassóis, esta pode atingir até 30 cm de diâmetro.

No capítulo há flores linguladas (assexuadas e estéreis) e tubulosas (hermafroditas) sendo que, nestas últimas, os órgãos masculinos se abrem primeiro.

O que a grosso modo chamaríamos de pétalas, são na verdade flores modificadas, sem capacidade reprodutiva.

E porque as flores “se viram” para o Sol?

O direcionamento da inflorescência de acordo com a posição do sol é uma característica curiosa desta planta. Tal movimentação, denominada heliotropismo, permite com que o pedúnculo da planta receba energia solar capaz de auxiliar na produção de hormônios, desaparecendo após a fecundação, ou seja: não são as flores as responsáveis por tal movimentação (até porque elas não são fotossintéticas)!


Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia
Publicado por: Mariana Araguaia de Castro Sá Lima
Doze girassóis numa jarra. Tela de Vincent Van Gogh.
Doze girassóis numa jarra. Tela de Vincent Van Gogh.

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