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Tatu-bola

O tatu-bola é o menor e menos conhecido tatu do Brasil
O tatu-bola é o menor e menos conhecido tatu do Brasil

Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Cingulata
Família: Dasypodidae
Espécie: Tolypeutes tricinctus, (Linnaeus, 1758)

O tatu-bola, também conhecido como tatu-apara, bola, bolinha, tranquinha ou tatu-bola-do-nordeste, é a menor e menos conhecida espécie de tatu do Brasil. De todas as espécies de tatu do país, é a única endêmica (que ocorre só nesse local).

Possui distribuição geográfica muito restrita, ocorrendo somente na Caatinga e no Cerrado. A espécie já foi registrada em 12 estados brasileiros diferentes - Bahia, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Piauí, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Tocantins, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Esse animal, de aproximadamente 50 cm e 1,2 kg, apresenta como uma das principais características a capacidade de se fechar na forma de uma bola ao se sentir ameaçado, o que protege as partes moles de seu corpo contra o ataque de predadores. Essa capacidade foi o que deu origem ao seu nome popular. Distingue-se também pela presença de cinco unhas nas patas anteriores, principal diferença entre Tolypeutes tricinctus e a outra espécie do mesmo gênero, a T. matacus.

Uma das principais características do tatu-bola é a sua capacidade de se enrolar como uma bola para se defender de predadores
Uma das principais características do tatu-bola é a sua capacidade de se enrolar como uma bola para se defender de predadores

Durante o período de acasalamento, uma mesma fêmea é vista acompanhada por mais de um macho. As fêmeas geram um ou, menos frequentemente, dois filhotes por ninhada, que nascem completamente formados.

O tatu-bola possui hábitos noturnos e se alimenta principalmente de formigas e cupins, consumindo também grande quantidade de areia, cascas e raízes junto ao alimento. O tatu-bola não escava buraco e utiliza como esconderijo tocas abandonadas. Por utilizar como principal estratégia de defesa a fuga em busca de tocas abandonadas e o enrolamento sobre si, torna-se mais vulnerável ao ataque de predadores e à caça humana.

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Atualmente, a espécie é considerada como Ameaçada pela Lista de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção, do Ministério do Meio Ambiente, estando Criticamente Ameaçada no estado de Minas Gerais e Vulnerável no Pará. Está enquadrada como Vulnerável pela Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (2007) e pelo Livro Vermelho da Fauna Ameaçada de Extinção, da Biodiversitas (2008). Corre alto risco de extinção em médio prazo.

A perda e a fragmentação do habitat, além da caça, são as principais ameaças à espécie. Suas populações foram extensamente dizimadas no passado, principalmente devido à caça humana de subsistência.

Com a intenção de divulgar informações sobre a espécie e chamar a atenção da população e dos governantes para a necessidade de conservar a espécie e a Caatinga, a organização não governamental Associação da Caatinga lançou, em 2011, uma campanha para que ela se tornasse mascote da Copa do Mundo de 2014. A campanha atingiu o seu objetivo e o tatu-bola foi eleito como mascote em 2012, ganhando o nome de Fuleco, que significa a junção das palavras futebol e ecologia.

A Associação busca obter a mobilização da Federação Internacional de Futebol (FIFA), dos patrocinadores, participantes e torcedores da Copa do Mundo de 2014 para essa questão ambiental, contribuindo para a redução do risco de ameaça de extinção da espécie.

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