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Transplantes de órgãos e tecidos

Transplantes de órgãos e tecidos
A doação de órgãos é a última alternativa considerada para o tratamento de muitas doenças.

Transplantes consistem em métodos cirúrgicos de substituição de um órgão ou tecido de um indivíduo para outro, garantindo uma possível melhora na qualidade de vida do receptor, já que esses procedimentos são adotados como última alternativa terapêutica. Estão previstos na Lei 9434/97, que dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento.

Mais de 90% dos transplantes em nosso país são feitos pelo SUS, em mais de 117 clínicas em todo o país.

Doadores podem ser vivos, ou não. Estes primeiros podem ceder parte do fígado, medula óssea, ou um de seus rins, sendo a doação geralmente feita por familiares, reduzindo consideravelmente problemas relacionados à rejeição do órgão pelo organismo do receptor.

No segundo caso de doação, o órgão é cedido a partir da autorização dos parentes de indivíduos vítimas de morte encefálica, que é a interrupção definitiva e irreversível de todas as atividades cerebrais (não confundir com o coma), confirmada por pelo menos dois médicos não pertencentes à equipe de remoção ou transplante de órgão, e após pelo menos duas baterias de testes, com intervalo de seis horas entre elas. Este é o procedimento mais frequente relacionado a essa prática.

A retirada dos órgãos é feita por equipe médica específica, sendo o corpo liberado em no máximo dois dias. Os rins, pulmões, pele, coração, fígado, pâncreas, córneas, tendão da patela, e alguns ossos de um único paciente podem salvar a vida de muitas pessoas, sendo estes encaminhados a pacientes compatíveis, segundo critérios como o estado de saúde do receptor e tempo de espera.

Atualmente, em nosso país, pacientes em situação de saúde mais grave são atendidos preferencialmente, e não por ordem decrescente de idade, como era no passado. Com essa alteração, percebeu-se que o número de mortes em pacientes em filas de espera de transplantes diminuiu significantemente.

Muitos receptores conseguem ter uma vida longa e de qualidade, mas todos eles devem fazer o uso de medicamentos contra a rejeição, e possivelmente alguns contra os efeitos adversos destes.

Como apenas 1%, aproximadamente, de todas as pessoas que vão a óbito são doadoras em potencial, e em razão da delicadeza da situação, o número de doadores de órgãos e tecidos em nosso país, apesar de estar ascendendo a cada ano, ainda é muito baixo.

Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia

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