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Triagem auditiva

“A triagem auditiva neonatal confere um diagnóstico precoce a respeito de deficiências auditivas.”

A deficiência auditiva é um problema grave que afeta uma significativa parte da população. Uma pessoa com deficiência auditiva enfrenta inúmeras dificuldades durante sua vida, principalmente no que diz respeito a sua vida social. Sabe-se que a audição é um fator primordial para adquirirmos nossa linguagem falada, o que causa ao portador uma imensa dificuldade de comunicação até mesmo com as pessoas de sua própria casa.

A deficiência auditiva deve ser diagnosticada nos primeiros meses de vida da criança, pois, assim, alguma ação preventiva poderá ser realizada. Portanto, a triagem auditiva neonatal (TAN), também chamada de teste da orelhinha, é um procedimento de extrema importância ao diagnóstico de alguma deficiência auditiva.

A TAN deve ser feita nos primeiros dias de vida do bebê, preferencialmente entre 24 e 48h após o nascimento. O prazo máximo para a realização do teste é um mês. É um direito garantido por lei, mas muitos hospitais não fazem o exame e não informam as mães da necessidade de sua realização. Cabe aos pais da criança estarem sempre atentos aos exames que devem ser feitos.

A TAN seguirá protocolos diferentes de acordo com o perfil do recém-nascido.  Se o recém-nascido não possui nenhum fator de risco, será utilizado o exame de Emissões Otoacústicas Evocadas (EOAE). Em caso de falha no primeiro exame, esse será repetido. Caso ocorra outra falha, será realizado o teste do Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (Peate). Caso esse último exame também não apresente resultado satisfatório, o bebê deverá retornar após 3 meses para nova avaliação. Já os bebês que tiveram um resultado satisfatório no Peate, mas não no EOAE, terão que ser reavaliados durante um período de três meses.

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Em caso de recém-nascidos com fatores de risco, utiliza-se o Peate. Em caso de resposta não satisfatória, o bebê deverá retornar no prazo de 30 dias para que o exame seja repetido.

O EOAE é um exame mais rápido e mais simples que o Peate. O EOAE é recomendado para pessoas sem riscos porque é capaz de detectar perdas auditivas cocleares de 30-35 dB, porém  não identifica perdas auditivas retrococleares. Já o Peate identifica as perdas auditivas retrococleares, sendo indicado assim para os recém-nascidos com risco de perda auditiva.

O EOAE é feito através de um equipamento que gera impulsos sonoros que estimulam a cóclea. O equipamento, então, mostrará como a cóclea responderá a esses estímulos. O exame não causa dor no bebê e pode ser feito com ele dormindo.

Em casos em que a deficiência auditiva é detectada, recomenda-se que o tratamento inicie-se até os seis meses de vida da criança. Pesquisas comprovam que crianças atendidas precocemente desenvolvem-se mais que as crianças que iniciam o tratamento com 2 ou 3 anos de idade.

Fique atento a qualquer sinal de deficiência auditiva. Se o bebê não responde a barulhos, como objetos caindo ou trovões, ou não se acalma com sua voz, algo pode estar ocorrendo.  Procure o pediatra em casos de suspeita.

Seu bebê precisa de todo carinho e cuidado, sendo assim é importante que todos os exames indicados para as fases iniciais da vida sejam realizados a fim de que ele tenha um desenvolvimento saudável.

Publicado por: Vanessa Sardinha dos Santos
Realize todos os exames em seu bebê, um diagnóstico precoce pode fazer a diferença
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