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Diabetes do tipo 1

Diabetes do tipo 1
A diabetes do tipo 1 é mais frequente em crianças e adolescentes

Para entender melhor o que é diabetes, é preciso saber primeiro qual a função da glicose e da insulina em nosso organismo.

A glicose é um carboidrato que fornece a energia necessária para o organismo funcionar. Podemos encontrá-la nos diversos alimentos que consumimos, como massas, pães, açúcar, frutas, etc.

A insulina é um hormônio, produzido no pâncreas, que facilita a absorção da glicose pelo organismo, levando a uma diminuição nos níveis de glicose no sangue. Sabendo disso, podemos concluir que a glicose não funciona direito se não houver insulina, pois quando há uma quantidade insuficiente de insulina no organismo, há grande acúmulo de glicose no sangue.

O diabetes do tipo 1 é uma doença autoimune na qual ocorre a destruição, por meio de anticorpos, das células beta que produzem insulina. Essas células podem ser destruídas de forma lenta ou rápida, dependendo do organismo. De uma forma ou de outra, quando uma quantidade considerável de células tiver sido destruída, a produção de insulina irá cessar ou diminuir e, consequentemente, o nível de glicose no sangue se elevará. O diabetes do tipo 1 é também chamado de diabetes insulino-dependente e pode ser diagnosticado em qualquer idade, sendo mais comum em crianças e adolescentes. Não se sabe ao certo a real causa dessa doença, sabe-se somente que o diabetes é o excesso de açúcar no sangue.

Em estágios iniciais, pode ser que a pessoa não precise de insulina para metabolizar o açúcar, mas nos casos em que o pâncreas para ou produz uma quantidade insuficiente de insulina, a pessoa deverá tomar injeções diárias desse hormônio para que consiga metabolizar o açúcar presente em seu organismo. Medicamentos, alterações na dieta alimentar e atividades físicas podem ajudar a manter a glicemia controlada.

Geralmente as pessoas portadoras de diabetes do tipo 1 têm os seguintes sintomas:

→ Quando a glicose no sangue ultrapassa os limites, o corpo tenta excretá-la, enviando-a para os rins que a eliminarão na forma de urina. Dessa forma, um dos sintomas é o excesso de urina, o que faz com que a pessoa urine várias vezes ao dia;
→ Muita fome;
→ Em razão do excesso de urina, a pessoa perde muita água, o que causa muita sede;

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→ Cansaço; → Perda de peso;
→ Fraqueza;
→ Nervosismo;
→ Mudanças de humor;
→ Náuseas;
→ Vômitos.

O diabetes do tipo 1 pode levar ao estado de coma provocado pela hiperglicemia ou pela hipoglicemia. Se os níveis de glicose não forem devidamente tratados, a pessoa pode desenvolver catarata, cegueira, infarto do miocárdio, impotência sexual masculina, doenças pulmonares e circulatórias, insuficiência renal, hipertensão arterial e gangrena provocada pela diminuição da circulação do sangue nos pés e pernas, podendo levar à amputação dos membros. A cetoacidose diabética é uma complicação do diabetes que afeta pessoas portadoras do diabetes do tipo 1, embora raramente possa afetar também portadores de diabetes do tipo 2.

A cetoacidose diabética pode ocorrer em pessoas que ainda não sabem que são diabéticas ou que não tomaram a insulina corretamente. Nesses casos, o corpo fica totalmente deficiente de insulina e a glicose não consegue “entrar” nas células para lhes fornecer energia. Sendo assim, o nosso corpo, para não ficar sem energia, procura outras formas de produzir glicose e outras substâncias que tenham teores energéticos. O organismo, então, promove a produção de glicose através dos hormônios glucagon, adrenalina e cortisol no fígado com a utilização da gordura corporal. O que ocorre é que, nesse processo de quebra da gordura, os compostos chamados de ácidos B-hidroxibutírico, ácido acetoacético e corpos cetônicos, que também fornecem energia, são produzidos, sendo que os dois primeiros ácidos acidificam o sangue, trazendo risco de vida para a pessoa. Nessas condições, a pessoa apresentará desidratação, ritmo cardíaco acelerado, pressão baixa, náuseas, vômitos, dor na barriga, fraqueza, confusão mental e hálito cetônico, que é o cheiro de cetonas proveniente desses ácidos que estão em grande quantidade no sangue. Se essa complicação não for diagnosticada e tratada a tempo, a pessoa pode morrer.

O tratamento da cetoacidose diabética é feito com insulina em níveis adequados, potássio que foi perdido com o excesso de urina, e reposição de líquidos por meio de soro fisiológico.

O tratamento do diabetes é feito com medicamentos prescritos por um médico especializado, dietas alimentares e atividades físicas. É importante lembrar que o diabetes não tem cura, sendo possível apenas ter o controle dos níveis de glicose no sangue para se evitar complicações mais graves da doença. Estresse pode causar impactos negativos no controle da glicemia.

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