Linfoma

O câncer no sistema linfático é também chamado de linfoma. O linfoma ocorre quando uma célula normal do sistema linfático se transforma, começa a se dividir desordenadamente, e se espalha pelo organismo. A diferença entre leucemia e linfoma é que a leucemia se desenvolve na medula óssea, liberando suas células malignas na corrente sanguínea; e o linfoma se desenvolve no interior dos linfonodos, também chamados de gânglios linfáticos.

Há diversos tipos de linfoma, cada um com um comportamento e com um grau de agressividade. Os linfomas podem ser divididos em dois grupos, o linfoma de Hodgkin e o linfoma de não Hodgkin.

O linfoma de não Hodgkin é mais corriqueiro e apresenta mais de 40 subtipos, sendo os mais comuns: o linfoma difuso de grandes células B (linfoma agressivo) e o linfoma folicular (linfoma indolente). Os linfomas indolentes crescem lentamente ao longo dos anos e podem conviver com o paciente por anos. No entanto, sua cura é difícil, pois as células não respondem bem à quimioterapia. Os linfomas agressivos se desenvolvem rapidamente e, se não tratados a tempo, podem levar a óbito em meses. Porém, nesse tipo de linfoma, as células respondem bem à quimioterapia, podendo haver, se identificado precocemente, chances de cura.

A diferença entre o linfoma de Hodgkin e o linfoma de não Hodgkin está nas características das células malignas. A distinção das células é possível apenas após a biópsia e avaliação detalhada das células cancerígenas. Geralmente as células do linfoma de Hodgkin sofrem diversas transformações e se tornam muito diferentes das células do sistema linfático, enquanto que as células do linfoma de não Hodgkin sofrem transformação maligna, mas preservam algumas características.

Os linfomas acometem mais pessoas idosas, mas podem acometer também pessoas jovens. As causas do linfoma não estão bem esclarecidas, mas podem estar relacionadas a infecções crônicas, que podem predispor a mutações das células linfáticas, a fatores ambientais e a infecção pelo vírus Epstein-Barr, causador da mononucleose. A infecção pelo HIV e pela bactéria H. pylori, também pode estar relacionada a alguns tipos de linfomas.

O primeiro sinal de linfoma pode ser o inchaço dos linfonodos, que se localizam em regiões estratégicas do corpo, como axilas, pescoço e virilha. Esse inchaço é bem conhecido como íngua e é provocado pela proliferação desordenada de glóbulos brancos, que provoca o aumento do linfonodo. As ínguas provocadas por infecções costumam ser dolorosas, enquanto que as causadas por linfomas não apresentam nenhuma dor. Outros sintomas são febre sem causa, suores noturnos, perda de peso, astenia e prurido.

Se ocorrer o aparecimento de linfonodos, o melhor a se fazer é procurar um médico para que seja feita uma biópsia das células do linfonodo. Se o resultado da biópsia confirmar a presença de câncer, o paciente deverá se submeter a um tratamento o quanto antes.

O sucesso no tratamento depende do estágio do linfoma, mas é muito comum que se faça quimioterapia e radioterapia. Em alguns casos graves, em que o organismo do paciente não responde ao tratamento com quimioterapia, pode-se fazer o transplante de medula óssea. Há outros casos em que o tumor é indolente, ou seja, cresce de maneira tão lenta que o médico pode optar por não fazer tratamentos agressivos, principalmente se o paciente já estiver com idade avançada. Dessa forma, o tratamento com quimioterapia só é iniciado se o tumor começar a progredir de forma perigosa.

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Linfoma - Câncer no sistema linfágico.
Linfoma - Câncer no sistema linfágico.
Publicado por: Paula Louredo Moraes

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