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Paralisia de Bell

A paralisia de Bell é normalmente temporária e causa a paralisia dos músculos da face, alterando muitas vezes a fala e a audição dos pacientes.

Paralisia de Bell
A paralisia de Bell é uma paralisia do nervo facial

A paralisia de Bell, também chamada de paralisia facial periférica do nervo facial do tipo idiopático, é uma paralisia do nervo facial (sétimo nervo craniano) de forma súbita e sem nenhuma causa determinada. Essa paralisia, que é a forma mais comum de paralisia facial, pode acometer completa ou parcialmente os músculos da face, sendo, normalmente, temporária.

Descrita em 1821 por Sir Charles Bell, a doença causa uma dormência na face ou sensação de peso, que dificulta a fala e alimentação do paciente. Na maioria das vezes, essa paralisia afeta a produção de saliva e lágrimas, a mastigação, o paladar, a deglutição e a audição. Dificuldade para o fechamento das pálpebras e da boca também é uma complicação bastante observada. Todos esses sintomas podem culminar em grande estresse e até mesmo depressão.

A paralisia de Bell atinge todos os sexos, sendo mais comumente observada em mulheres, principalmente grávidas. É comum em pessoas na faixa etária dos 40 anos e raramente acomete crianças menores de 10 anos. Pressão alta, diabetes, gravidez e infecção pelo vírus herpes simples vêm sendo apontados como fatores de risco para a patologia.

Essa doença é de ordem idiopática, ou seja, não se sabe ao certo o que causa a perda da movimentação dos músculos da face. Entretanto, pesquisadores tentam relacionar o problema com doenças autoimunes, traumas, infecções — como a infecção pelo vírus herpes simples —, alguns tipos de câncer e problemas metabólicos e congênitos.

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Para a realização do diagnóstico da paralisia de Bell, o médico observa o aspecto clínico do paciente. Em grande parte dos casos, a paralisia cura-se de forma espontânea em algumas semanas, porém, algumas vezes, é necessária intervenção médica. Para o tratamento da doença, faz-se necessário acompanhamento com uma equipe multiprofissional, que conta com apoio de médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e psicólogos. Para melhorar o quadro do paciente, podem ser utilizadas vitaminas do complexo B, toxina botulínica, lubrificantes oculares, tratamento com laser, acupuntura, fisioterapia, antivirais e corticosteroides. Alguns profissionais indicam também a intervenção cirúrgica, porém esta oferece riscos ao paciente, tais como surdez e lesões no nervo da face. Por não se conhecer bem as causas, o tratamento não é consenso entre os médicos.

Lembre-se de que, apesar de ser um problema que geralmente apresenta cura espontânea, é fundamental procurar um médico em caso de paralisia facial. O diagnóstico e tratamento precoce são fundamentais para evitar complicações.

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