Poliomielite

A poliomielite, ou “paralisia infantil”, é uma doença infecto-contagiosa viral causada pelo poliovirus de sorotipos 1, 2 ou 3, pertencente ao gênero Enterovirus e família Picornaviridae. É mais frequente em crianças de ambos os sexos, de idade menor que cinco anos.

É transmitida, principalmente, pela água e alimentos contaminados pelas fezes de um portador. Contato da mão contaminada à boca e, em casos mais raros, secreções salivares são outras formas de se adquirir a polio.

Em aproximadamente 95% dos casos, o vírus se manifesta de forma assintomática. Entretanto, seu portador pode infectar outras pessoas ao liberar o vírus em suas fezes ou saliva. O período de incubação varia entre 3 e 35 dias e suas manifestações, quando ocorrem, podem consistir em febre, dor de garganta, náuseas, vômitos, dor abdominal e prisão de ventre, desaparecendo em torno de uma semana, quando não há o comprometimento do sistema nervoso.

Neste último caso, após sua multiplicação, o vírus é disseminado pela corrente sanguínea e pode: causar meningite asséptica, geralmente com recuperação completa em torno de dez dias; resultar em paralisia permanente em pouco tempo, pela destruição dos neurônios motores; ou evoluir a óbito, em casos onde os músculos da respiração ficam imobilizados. Todos esses três casos são raros, sendo que as paralisias ocorrem em cerca de uma a cada 200 pessoas, atingindo principalmente as pernas.

No Brasil, o último caso de poliomielite ocorreu em 1989 e, por tal motivo, recebeu da Organização Mundial de Saúde, em 2004, o certificado de erradicação da transmissão. Esta vitória se deu graças à obrigatoriedade e distribuição gratuita da vacina, esta que deve ser aplicada na criança aos 2, 4, 6 e 15 meses de idade.

Entretanto, ainda existe o risco de sua reintrodução no país e em outras nações devido à possibilidade de importações do vírus de outros locais do mundo, ou mesmo mutações. Desta forma, este risco só poderá deixar de existir quando esta doença for erradicada de forma universal.

Vacinas, tanto orais (Sabin: vírus atenuado) quanto injetáveis (Salk: vírus inativado) são as principais formas de evitar a polio. Outras medidas, como lavar as mãos após ir ao banheiro, trocar fraldas e antes de comer ou preparar alimentos; ingerir unicamente água tratada e tratamento dos doentes, além de medidas de saneamento básico, são necessárias não só para evitar esta, mas uma gama de doenças cuja infecção se dá via infecto-oral.

Para diagnóstico, amostras de sangue e de fezes, a fim de verificar anticorpos específicos ou o vírus em questão, podem ser requeridas. Não existe tratamento específico, mas a internação pode ser necessária, para tratamento dos sintomas. 

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Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia

Zé Gotinha: símbolo das campanhas pela erradicação da Poliomielite no Brasil
Zé Gotinha: símbolo das campanhas pela erradicação da Poliomielite no Brasil
Publicado por: Mariana Araguaia de Castro Sá Lima

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