Você está aqui
  1. Mundo Educação
  2. Doenças
  3. Síndrome das pernas inquietas

Síndrome das pernas inquietas

Síndrome das pernas inquietas
A síndrome das pernas inquietas pode atrapalhar o sono das pessoas acometidas

A síndrome de Ekbom, mais conhecida como síndrome das pernas inquietas (SPI), é um distúrbio caracterizado pela movimentação incessante dos membros inferiores – e, mais raramente, também dos superiores. As pessoas que apresentam tal quadro sentem desconfortos nessas regiões do corpo, tais como formigamentos, coceiras, fisgadas, arrepios e até mesmo pontadas; sendo encerrados somente ao movimentá-las, vigorosamente, em flexão, extensão ou cruzamento.

Afetando aproximadamente 15% da população, a Síndrome das Pernas Inquietas é mais frequente em pessoas adultas, com porcentagem um pouco maior entre as mulheres. Indivíduos com carência de dopamina e/ou ferro estão mais propensos a apresentá-la, assim como gestantes no último trimestre de gravidez, e aqueles que possuem doenças como polineuropatia, artrite reumatoide, diabetes, insuficiência renal e mal de Parkinson (SPI secundárias); e os que têm familiares com o mesmo quadro (SPI primária). Em situações nas quais as causas não estão relacionadas à hereditariedade ou a alguma outra doença ou condição, o quadro é denominado idiopático, ou seja: sem causa.

Tais manifestações são mais intensas durante a noite, e em momentos em que o indivíduo se apresenta em repouso. Assim, o sujeito acometido por esse problema apresenta dificuldades para dormir, com as suas devidas consequências, como sono durante o dia, irritabilidade e baixa imunidade; e pode enfrentar situações constrangedoras em seu cotidiano, inclusive por incomodar outras pessoas.

Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)

Considerando os transtornos que provoca na qualidade de vida, e o fato de que a síndrome das pernas inquietas piora com o passar dos anos, é importante que aqueles que apresentam esse quadro busquem auxílio médico.

O diagnóstico se dá, basicamente, pela análise dos sintomas, sendo algumas vezes requerida a polissonografia. Quanto ao tratamento, o médico poderá prescrever um ou mais fármacos, de acordo com o quadro que o indivíduo apresenta, buscando aliviar os sintomas e proporcionar uma melhor qualidade de vida aos acometidos. Como a cafeína, o álcool e o tabagismo pioram os sintomas, tais substâncias possivelmente serão banidas do dia a dia da pessoa em questão.

Importante:

Alguns antidepressivos são capazes de provocar sintomas bem parecidos com os da síndrome das pernas inquietas.


Por Mariana Araguaia
Bióloga, especialista em Educação Ambiental
Equipe Mundo Educação

Assuntos Relacionados