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Ópio
Ópio sendo extraído

Minha papoula da Índia
Minha flor da Tailândia
És o que tenho de suave
E me fazes tão mal

Renato Russo / Dado Villa-Lobos / Marcelo Bonfá

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Eu não quero ver
Você fumando ópio
Prá sarar a dor

Zeca Baleiro


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Opiáceos são substâncias oriundas de uma planta endêmica da Ásia, a papoula (Papaver somniferum), a partir do ópio: uma resina extraída desta, ao se fazer incisões em sua cápsula. Estas podem ser naturais, como a morfina e codeína; semissintéticos, como a heroína; ou, ainda, sintéticos, como o demerol, propoxifeno e metadona. Neste último caso, tais substâncias também são chamadas de opioides.

Tanto opioides quanto opiáceos são poderosos analgésicos, amplamente utilizados para tratamento da dor. Entretanto, têm grande capacidade de causar tolerância e dependência, por serem levadas ao cérebro de forma bastante rápida, atingindo regiões relacionadas à dependência e sensação de recompensa. Assim, podem gerar problemas graves àqueles que passam a utilizá-la como droga de abuso; apresentando crise de abstinência que inclui como sintomas: tremores, náuseas, vômitos, diarreias, câimbras, angústia, crises de choro, dentre outros. No Brasil, a maioria de usuários e dependentes são os profissionais da área da saúde, seguidos dos portadores de dor crônica.

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Agindo de forma a diminuir as atividades do Sistema Nervoso Central, causam, por aproximadamente quatro horas, sensação de bem-estar, alívio da dor, calmaria e sonolência; ao mesmo tempo em que contraem as pupilas, reduzem as atividades gastrointestinais e diminuem os batimentos cardíacos e frequência respiratória. Assim, o abuso destas substâncias pode causar depressão respiratória e/ou cardíaca, levando o indivíduo ao coma e, muitas vezes, à morte. Como muitas pessoas utilizam-nas em doses via injeção intravenosa, existe um risco eminente de ocorrer problemas relacionados à circulação sanguínea e, ainda, contaminações, como pelos vírus HIV e das hepatites; e pela bactéria Clostridium tetani.

Apesar de ser um processo longo e intensivo, existe tratamento para dependentes de substâncias derivadas da papoula, que incluem a desintoxicação por meio de medicação e abordagem psicossocial.

Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia

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