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Aumento de doenças por causa da ação do homem

O aumento de doenças por causa da ação do homem é um problema grave e cada vez mais frequente na vida da população.

Aumento de doenças por causa da ação do homem
A poluição e a contaminação da água são responsáveis por várias doenças

Não é difícil compreender a relação existente entre a ação do homem e o aumento do número de doenças. Poluição das águas, da atmosfera e desmatamento são apenas alguns dos impactos negativos do homem no planeta.

Como a ação do homem pode afetar a nossa saúde?

O impacto negativo do homem no ambiente tem relação direta com a saúde, uma vez que necessitamos dos componentes do meio ambiente para a nossa sobrevivência. É impossível sobreviver sem acesso à água e ao ar, por exemplo. Se esses elementos estão comprometidos, nossa saúde também ficará.

A poluição da água causa diversos problemas de saúde, principalmente gastrointestinais, como o surgimento de diarreias. Além disso, podemos citar a cólera, a hepatite A, a giardíase e a febre tifoide como doenças causadas pela ingestão de água contaminada e que possuem relação direta com ações inadequadas do homem, como lançamento de esgoto não tratado em rios.

A poluição atmosférica também afeta diretamente a saúde, causando danos, principalmente, no nosso sistema respiratório. A poluição do ar está relacionada com o aumento dos casos de asma, bronquite e câncer de pulmão.

O desmatamento também pode levar ao surgimento de doenças em uma população. Isso ocorre porque, ao desmatar, estamos destruindo o habitat de várias espécies, que passam a procurar abrigo e comida nas áreas habitadas pelo homem. Entre esses animais, podem ser encontrados vetores de doenças, como certos mosquitos.

O caso de Minamata

O caso de Minamata é um importante exemplo de como a ação do homem afeta diretamente a saúde das pessoas. O problema ocorreu quando uma empresa instalou-se em Minamata, no Japão, e lançou os resíduos de suas atividades nos rios. Nesses resíduos, havia mercúrio, um material tóxico que contaminou os peixes e, consequentemente, a população.

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Inicialmente, não se observou qualquer alteração na população em consequência do mercúrio. Entretanto, tempos depois, uma nova e estranha doença afetou as pessoas que se alimentavam dos peixes daquela área. Essa enfermidade causava perda de sensibilidade nos membros, dificuldade para engolir alimentos, irritabilidade, fadiga, problemas na fala e visão e a perda da coordenação motora. Muitas pessoas morreram e, em 1968, reconheceu-se que a doença foi causada por poluição ambiental.

A possível relação entre o acidente de Mariana e o aumento dos casos de febre amarela

O acidente em Mariana (MG) ocorreu em novembro de 2015 e configurou-se como um dos maiores acidentes ambientais da história brasileira. Ele ocorreu após o rompimento de uma barragem da mineradora Samarco, o que provocou a liberação de uma grande quantidade de lama. Essa lama destruiu a vegetação, afetou córregos e rios e devastou o distrito de Bento Rodrigues, além de causar a morte de algumas pessoas. O impacto ambiental dessa tragédia é incalculável, uma vez que destruiu habitat e matou espécies.

Após o incidente, percebeu-se um aumento significativo nos casos de febre amarela. Cientistas relacionaram a destruição do habitat e a fragilidade de algumas espécies após o acidente com o aumento dos casos da doença. Como a febre amarela silvestre ocorre em locais de mata onde há os hospedeiros e vetores adequados, a destruição dessas áreas teria afetado de maneira significativa a transmissão. Os macacos provavelmente se tornaram mais suscetíveis a doenças, como a febre amarela, e, em virtude da destruição de habitat, tanto hospedeiros quanto vetores teriam procurado abrigo mais próximo ao homem.

Leia também: Principais desastres ambientais causados pelo homem no Brasil.

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