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Cinco curiosidades sobre as cores

As cores são percepções presentes em tudo que fazemos e trazem consigo diversas curiosidades, que podem passar despercebidas.

Cinco curiosidades sobre as cores
Quando a luz passa por um prisma transparente com índice de refração maior que o do ar, ela se decompõe

Que tal aprender um pouco mais sobre as cores? Neste artigo trataremos de alguns fatos talvez desconhecidos para você sobre as cores.

#1 – Cores dos objetos

Qual a cor dos objetos ao seu redor? Primeiramente é importante saber se aquilo que você está olhando é uma fonte primária ou secundária de luz. As fontes de luz primárias produzem sua própria luz por meio da excitação de seus átomos, sendo, dessa forma, capazes de emitir diferentes frequências de acordo com os níveis de energia fornecidos pelas fontes de excitação.

São exemplos de fontes primárias:

  • O sol e as outras estrelas;

  • Lâmpadas acesas;

  • Fogueiras;

  • Lasers.

Dos processos de emissão de luz por fontes primárias, podemos destacar alguns, tais como:

  • Termoluminescência;

  • Incandescência;

  • Fluorescência;

  • Fosforescência;

  • Bioluminescência.

Fontes secundárias de luz apenas refletem a luz que chega até elas. Sua cor está intimamente relacionada com a capacidade de seus átomos de absorver ou rejeitar determinados comprimentos de onda da luz incidente.

Dessa forma, quando olhamos para uma superfície preta, todos os comprimentos de onda da luz incidente foram absorvidos pelo material que a compõe. Ao olharmos para uma superfície branca, todos esses comprimentos de onda estão sendo refletidos por seus átomos. A origem desse comportamento é quântica e está relacionada com os níveis de energia dos átomos:

Uma folha de papel pode até ser branca quando iluminada pela luz do sol, mas experimente colocá-la em uma sala fechada totalmente iluminada por lâmpadas vermelhas e monocromáticas: ela ficaria vermelha.

#2 – Nossa percepção de cores não é absoluta

Pergunte as cores de diversos objetos ao seu redor para diferentes pessoas e você perceberá que não há um consenso. Isso acontece porque os nossos órgãos sensoriais são ligeiramente diferentes, bem como a interpretação das cores, que é feita pelo cérebro.

Dentro de nossos olhos existem células fotorreceptoras especializadas em captar a luz e transformá-la em impulsos nervosos, que são traduzidos pelo cérebro. Essas células são chamadas de cones e bastonetes.

Os seres humanos apresentam três tipos diferentes de cones: os cones sensíveis à luz azul, verde e vermelha. Alguns animais podem apresentar até doze diferentes cones – na prática, esses animais podem enxergar uma infinidade de cores a mais!

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#3 – Quer diminuir as chances de um acidente na estrada? Tenha um carro cor prata!

Dirigir um carro prata pode diminiuir suas chances de sofrer um acidente

Segundo um estudo dirigido na Nova Zelândia envolvendo cerca de 1000 carros, a chance de um motorista que dirige um carro prata sofrer um acidente automobilístico é até 50% menor em comparação a motoristas que dirigem carros brancos. Qual é o motivo dessa diferença?

O estudo não conseguiu apontar uma explicação totalmente satisfatória, mas há sugestões de que a alta refletividade das cores metalizadas possa aumentar a visibilidade dos automóveis nas estradas.

#4 – Branco e preto não são exatamente cores

Isso mesmo! A luz branca, na verdade, é uma composição de todas as cores do espectro visível, portanto, quando olhamos para uma superfície refletora branca, isso nos indica que ela reflete toda a luz que chega até ela.

Para perceber isso, basta observar o fenômeno do arco-íris: a luz do sol, que é branca, chega até a gotícula e sofre dispersão dentro dela. A partir daí, vemos todas as cores do espectro visível sendo separadas por causa da refração da luz.

Já o preto ocorre quando há total ausência de luz, seja por não haver fontes luminosas, seja pelo fato de as superfícies dos objetos absorverem todos os comprimentos de onda da luz incidente.

#5 – Nós somos fontes de luz (literalmente)!

Cientistas da Universidade de Kyoto, no Japão, descobriram que o corpo humano é capaz de emitir luz na faixa visível do espectro eletromagnético. Na verdade, grande parte dos seres vivos pode fazê-lo, no entanto, a intensidade dessa luz é cerca de 1000 vezes menor que os menores níveis de luz perceptíveis por nossos olhos.

Toda essa luz é proveniente de reações bioquímicas que envolvem radicais livres presentes na pele. A parte mais “brilhante” do nosso corpo é a face, possivelmente por ser a parte do corpo mais exposta à luz solar, que, por sua vez, é capaz de excitar alguns compostos fluorescentes presentes na melanina, aumentando a produção de luz do corpo.

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