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O conceito de População Economicamente Ativa (PEA)

A População Economicamente Ativa (PEA) corresponde aos habitantes que representam capacidade produtiva para o país, ou seja, aqueles que têm potencial de mão de obra.

A População Economicamente Ativa envolve a população ocupada e a desocupada
A População Economicamente Ativa envolve a população ocupada e a desocupada

Demográfica e economicamente falando, existe uma série de termos utilizados para mensurar e estabelecer estatísticas sobre as características socioeconômicas e espaciais de um país ou território. Um dos mais importantes é o conceito de População Economicamente Ativa (PEA).

Existem várias definições sobre o que seria, precisamente, a População Economicamente Ativa. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) define a PEA como a mão de obra com a qual o setor produtivo pode contar, ou seja, é o número de habitantes em idade e condições físicas para exercer algum ofício no mercado de trabalho.

Nessa conceituação, a População Economicamente Ativa envolve aquilo que o IBGE classifica como população ocupada e população desocupada. O primeiro termo refere-se aos que possuem algum ofício em um período de referência, sendo esse ofício remunerado, não remunerado, por conta própria ou como um empregador. Já o segundo termo refere-se ao grupo de pessoas que não possuem emprego e que estão aptas a trabalhar, tendo realizado algum mínimo esforço para tal.

Dessa forma, em uma definição mais simples, costuma-se dizer que a PEA é a população empregada ou que possui condições de trabalhar e que realiza algum esforço para isso. Consequentemente, a População Não Economicamente Ativa refere-se às pessoas não classificadas como ocupadas e desocupadas, isto é, aquelas que não possuem idade, interesse ou condições de exercer algum ofício.

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A classificação da idade para o enquadramento na PEA varia de país para país. Em alguns lugares, engloba-se a população que possui de 10 a 60 anos. No Brasil e também em muitos outros países, a idade mínima é de 15 anos. Portanto, além de um conceito econômico, trata-se também de um termo demográfico.

Em países subdesenvolvidos ou em boa parte dos emergentes, a pirâmide etária indica – quase sempre – uma população predominantemente jovem, em face das elevadas taxas de natalidade e mortalidade. Nesses locais, a PEA apresenta-se em grande quantidade, o que é o mesmo que uma mão de obra farta e barata, ocorrência que atrai muitas empresas. Em alguns países emergentes e na maioria dos desenvolvidos (sobretudo da Europa), há um envelhecimento populacional que resulta das baixas taxas de natalidade, mortalidade e alta expectativa de vida. Com isso, proporcionalmente, a PEA é muito baixa, o que pode comprometer suas economias.

O Brasil vem assistindo a uma gradativa redução de sua População Economicamente Ativa, graças a essas mesmas mudanças demográficas. Recentemente, o país deixou de ser considerado “jovem” e passou a ser classificado como “adulto”, graças ao processo de envelhecimento populacional, ou seja, a elevação da média de idade no território nacional.

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