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Os maiores terremotos da história

Os maiores terremotos da história atingiram níveis iguais ou superiores a 9 graus de intensidade. Eles causaram a perda de muitas vidas e incontáveis prejuízos materiais.

Os maiores terremotos da história
Os mais fortes terremotos da história ocorreram em áreas de intensa atividade tectônica

Os terremotos, como sabemos, são abalos na crosta terrestre manifestados, sobretudo, pela acomodação da litosfera em áreas de encontro entre duas placas tectônicas ou pela manifestação de alguma falha geológica. Os maiores terremotos da história – o que inclui, obviamente, somente aqueles que foram registrados pelo ser humano – foram todos identificados em áreas onde as manifestações do tectonismo são muito comuns, o que revela o fato de essas áreas serem muito mais instáveis geologicamente do que as demais.

Ao menos com base nos registros oficiais, não houve nenhum terremoto sequer que tenha ultrapassado ou igualado os 10 pontos da Escala Richter, que, teoricamente, não possui um número limite. Assim sendo, quanto mais próxima a intensidade do terremoto está desse valor, maiores tendem a ser os seus estragos sobre o ambiente ao redor de seu epicentro.

Sendo assim, os cincos terremotos mais fortes já registrados foram:

5º) Península de Kamchatka, Rússia (1952)

No ano de 1952, a grande Península de Kamchatka, localizada no leste do território russo – próximo ao Estreito de Bering – passou por um forte terremoto que atingiu incríveis 9,0 pontos na Escala Richter, tendo sido sentido até mesmo na ilha do Havaí. Embora tenha causado alguns prejuízos, não houve nenhuma morte decorrente desse fenômeno, em função do fato de a área estar pouco habitada.

4º) Península de Oshika, Japão (2011)

Empatado com a intensidade do terremoto anterior está o tremor ocorrido no Japão em março de 2011, na Península de Oshika, situada na região do Tohoku no Japão. No entanto, diferentemente do que se viu acima, os impactos foram mais duramente sentidos naquele que é considerado, por muitos, como o maior terremoto da história do Japão.

Na ocasião, foram registradas mais de 13 mil mortes e milhares de desaparecidos, além de danos sérios a sistemas de infraestrutura que permitem o funcionamento de parte do país, como ferrovias, rodovias e outras. Não obstante, foi danificada também uma central nuclear de geração de energia, a Usina Nuclear de Fukushima, em razão de um forte tsunami gerado pelo abalo sísmico, o que acarretou um alto risco de vazamento radioativo.

Impactos gerados pelo terremoto do Japão em 2011 *

Impactos gerados pelo terremoto do Japão em 2011 *
 

3º) Ilha de Sumatra, Indonésia (2004)

Em dezembro de 2004, um forte abalo sísmico de 9,1 graus atingiu a ilha de Sumatra, na Indonésia. O principal problema desse sismo é que ele foi também acompanhado por um tsunami, que provocou um número sem igual de vítimas em vários países da região, sendo, inclusive, o evento responsável pela popularização do termo “tsunami” em todo o mundo.

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Ao todo, foram registradas mais de 220 mil vítimas em treze países: Indonésia, Bangladesh, Índia, Tailândia, Madagascar, Maldivas, Malásia, Mianmar, Ilhas Seicheles, Somália, Quênia, Tanzânia e Sri Lanka. Por isso, o abalo sísmico ficou oficialmente reconhecido como o Sismo e tsunami do Oceano Índico de 2004.

2º) Alasca, Estados Unidos (1964)

Em março de 1964, um terremoto de 9,2 graus de intensidade atingiu o Alasca e deixou 125 vítimas fatais. Depois desse tremor, jamais foi registrado qualquer outro abalo sísmico com uma intensidade superior no planeta, haja vista que o terremoto mais forte do mundo ocorreu em uma data anterior.

Além dos fortes impactos na superfície e os intensos deslizamentos de terra, o terremoto do Alasca também gerou um tsunami. Na ocasião, pouco se sabia sobre a origem desse fenômeno e a ocorrência desse episódio serviu para corroborar, na época, com a tese de que os abalos sísmicos estariam associados ao encontro entre duas placas tectônicas, cuja existência ainda não estava totalmente provada.

1º) Valdívia, Chile (1960)

O terremoto mais intenso já cientificamente registrado ocorreu na cidade de Valdívia, no Chile, e afetou boa parte do país, sendo conhecido como o Grande Sismo do Chile. Ao todo, mais de duas mil pessoas morreram e incontáveis prejuízos materiais foram registrados. Na época, o terremoto gerou um tsunami que atravessou o Oceano Pacífico e atingiu o Japão.

O Chile, por ser um país quase que totalmente situado sobre uma região localizada na zona de encontro entre as placas tectônicas de Nazca e Sul-Americana, registra uma grande frequência de fortes tremores de Terra, incluindo o mais forte já diagnosticado.

Registro dos impactos gerados pelo terremoto de Valdívia em 1960
Registro dos impactos gerados pelo terremoto de Valdívia em 1960

Vale lembrar que essa lista foi elaborada de acordo com os registros científicos da intensidade dos terremotos, e não com base nos efeitos por eles causados. Se considerássemos os estragos materiais e as vidas perdidas como critério principal para dizer qual foi o terremoto mais forte da história, esse título passaria para o tremor de Shensi, na China, ocorrido no ano de 1556 e que deixou um rastro de incríveis 830 mil mortos.

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* Créditos da imagem: KPG_Payless / Shutterstock

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