Plutão

Plutão, desde 2006 classificado como planeta anão, vem atraindo as atenções graças à obtenção de novas e reveladoras informações ao seu respeito.

Plutão é um planeta anão do sistema solar, sendo um dos astros mais distantes do sol e um dos menos influenciados por ele, com uma distância equivalente a cerca de 6 bilhões de anos dessa estrela. Assim, para completar uma volta completa ao redor do sol, Plutão leva 248 vezes mais tempo do que a Terra, o que faz com que a duração de um ano lá seja equivalente a 248 anos terrestres.

Muitos acontecimentos relativamente recentes colocaram as características de Plutão em evidência diante das descobertas e mudanças de concepções ao seu respeito. Descoberto em 1930 pelo astrônomo estadunidense Clyde Tombaugh, Plutão era considerado um planeta até o ano de 2006, quando foi reclassificado como um planeta anão. Isso aconteceu porque Plutão não atende a todos os critérios definidos pela União Astronômica Internacional para definir um corpo celeste como planeta, principalmente o fato de ter a sua órbita influenciada por outros planetas.

Outro fator que colocou o planeta anão como centro de debates entre cientistas e até entre leigos foi a chegada, em julho de 2015, da sonda New Horizons, enviada pela Nasa no ano de 2007. Com essa missão não tripulada, foi possível obter imagens mais nítidas e informações mais precisas acerca de Plutão e suas cinco luas: Caronte (a maior delas), Nix, Hidra, Estige e Cérbero. Essas duas últimas, inclusive, foram descobertas pela própria sonda nos anos de 2011 e 2012 à medida em que se aproximava de seu destino.

Caronte, a maior lua de Plutão, em imagem obtida pela New Horizons
Caronte, a maior lua de Plutão, em imagem obtida pela New Horizons

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Em razão da distância elevada de Plutão, muitas das informações não eram precisas e muitas noções haviam sido obtidas com base em estimativas e hipóteses. Por isso, muitas surpresas foram reveladas com a chegada da New Horizons ao planeta anão. Uma delas foi o fato de o planeta não apresentar um cor azulada como se pensava anteriormente, mas sim um tom alaranjado com manchas marrons. Outra revelação foi o tamanho de plutão, maior do que se calculava, com 2700 km de diâmetro (imaginava-se o valor de 2200 km), o que o torna o maior entre os planetas anões do sistema solar, apresentando 30 km de vantagem sobre Éris.

Uma descoberta importante foi sobre o relevo de Plutão, que possui poucas crateras, o que indica uma superfície jovem, com cerca de 100 milhões de anos. O que se especula é que ela tenha sido remodelada ao longo das últimas eras geológicas, provavelmente por erupções vulcânicas. Além disso, observou-se a presença de grandiosas cadeias montanhosas, formadas basicamente por gelo, haja vista que as baixíssimas temperaturas do planeta anão – cerca de -248ºC – fazem com que o gelo comporte-se como rocha.

Diante dessas e de outras informações que vão, aos poucos, sendo obtidas, analisadas e divulgadas pela NASA – Agência Espacial Norte-Americana –, é possível esclarecer cada vez mais os mistérios que envolvem Plutão. Essas descobertas servem para comprovar o quanto o universo é cheio de segredos e o quanto o ser humano ainda precisa descobrir a respeito dos astros que orbitam o nosso sistema solar.

Imagem de Plutão divulgada pela Nasa e obtida por meio da sonda “New Horizons”
Imagem de Plutão divulgada pela Nasa e obtida por meio da sonda “New Horizons”
Publicado por: Rodolfo F. Alves Pena

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