Saneamento no Brasil

O saneamento no Brasil está em deficit, segundo o IBGE, 60% das residências localizadas em bairros carentes não possuem saneamento básico.

No Brasil, a maioria dos bairros pobres são desprovidos de saneamento básico
No Brasil, a maioria dos bairros pobres são desprovidos de saneamento básico

Conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), “saneamento é o controle de todos os fatores do meio físico do homem, que exercem ou podem exercer efeitos nocivos sobre o bem estar físico, mental e social”. O saneamento ambiental consiste num conjunto de ações que inclui coleta de lixo, limpeza das vias públicas, tratamento de esgoto e fornecimento de água tratada para a população.

Esse serviço é de fundamental importância para proporcionar um ambiente saudável, pois sua ausência desencadeia diversos problemas: poluição dos recursos hídricos, contaminação da água e de alimentos, transmissão de doenças (febre tifoide, malária, diarreia, cólera, amebíase, hepatite A, etc.), odores, entre outros.

A maioria das cidades brasileiras apresenta déficit nos serviços de saneamento ambiental, em que grande parte do esgoto urbano é lançada em rios sem o devido tratamento, a rede de água tratada é insuficiente e a coleta de lixo não atende todas as residências. Essa situação é mais grave nos bairros pobres. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 60% das residências localizadas em bairros carentes não possuem saneamento; nos domicílios das famílias com rendimento superior a cinco salários mínimos (acima de 2.550,00 reais), esse percentual é de apenas 24%.

O Brasil tem ampliado os serviços de saneamento, no entanto, não consegue acompanhar o ritmo acelerado da expansão urbana. Em 2008, 52,5% das residências do país possuíam rede de esgoto. Conforme o Ministério do Meio Ambiente, para se tratar 70% do esgoto nas cidades brasileiras, os gastos financeiros seriam de aproximadamente 12 bilhões de reais por ano.

Os custos para estruturação dos sistemas de saneamento são elevados, entretanto, os benefícios são extremamente relevantes, visto que esse serviço proporcionará a diminuição da degradação ambiental, redução de pacientes nos hospitais e no número de mortes por doenças infecciosas, originadas pela falta de saneamento, principalmente das crianças – a maioria dos óbitos de crianças com menos de 6 anos é provocada por doenças relacionadas à falta de saneamento ambiental –, além do mais importante, que é proporcionar ambientes saudáveis para todos os habitantes.

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Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia

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