Setor Terciário

O setor terciário é, proporcionalmente, o maior ramo da economia. Não obstante, o seu peso econômico cresce rapidamente no mundo atual.

O setor de serviços é o que mais cresce no mundo atual
O setor de serviços é o que mais cresce no mundo atual

O setor terciário da economia é a área de atuação das atividades humanas pautada no oferecimento de serviços e na prática do comércio. Por definição, esse setor é tido como aquele que produz os chamados bens “intangíveis” ou imateriais (os serviços), bem como o destino final dos bens produzidos pelos setores primário e secundário (o comércio).

Como exemplos de serviços intangíveis oferecidos no contexto da sociedade, podemos citar: a atividade bancária, as administrações públicas e privadas, o trabalho dos professores e dos advogados, os vendedores, as empresas de seguro, entre inúmeros outros exemplos.

Já o comércio, por sua vez, constitui-se como uma das mais importantes atividades, sendo ele um dos cernes principais da economia atual. Ele manifesta-se em nível global, regional e local, envolvendo pequenas trocas e até complexas transações entre multinacionais. Com os avanços tecnológicos propiciados pelas sucessivas revoluções industriais, esse setor intensificou-se em todas as escalas e em todas as localidades do mundo.

Mas a definição “comércio e serviços” para designar o setor terciário da economia é muito abrangente. Dessa forma, podemos segmentá-lo em várias práticas:

a) Comércio;

b) Turismo e lazer;

c) Educação;

d) Restaurantes;

e) Hospitais;

f) Bancos e consultoria;

g) Transportes e serviços de entrega;

f) Corretagem de imóveis;

h) Consertos, manutenções e assistência técnica em geral;

i) Atendimento (pessoal, telemarketing, call-centers);

j) Serviços administrativos e jurídicos, entre outros;

k) Marketing e publicidade.

Com o avanço e consolidação do sistema capitalista, bem como a difusão do processo de globalização, o setor terciário é o que atualmente mais cresce no mundo. O advento da chamada Economia de Mercado propiciou que países desenvolvidos e alguns emergentes empregassem mais de 70% de seus trabalhadores no setor terciário. Além disso, quase tudo passa por essa área, em um processo denominado por terciarização econômica.

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A concentração de mão de obra na área de comércio e principalmente de serviços deve-se a inúmeros fatores. Dentre eles, podemos citar: o crescimento da complexidade da economia, a dependência maior dos trabalhadores em serviços (como creches, escolas, assistências etc.) em função do menor tempo disponível e especialização das empresas em serviços muito específicos.

No entanto, dentre todos os fatores responsáveis pelo crescimento do setor terciário, destaca-se a mecanização do campo e da atividade industrial (setores primário e secundário). Essas áreas passaram a empregar em uma quantidade intensamente menor e em um nível de qualificação bem mais exigente, transportando a maior parte da massa de assalariados para o comércio e os serviços.

Com isso, o crescimento desse setor vem se tornando tão intenso que ocorre aquilo que os economistas intitulam por hipertrofia do setor terciário, que nada mais é do que o crescimento desordenado e não sustentável da área de serviços e comércios. A principal consequência desse fenômeno é o crescimento da atividade informal, também chamada de “economia subterrânea”, a exemplo dos camelôs e vendedores ambulantes.

Um exemplo são as empresas de confecção de roupas. Antes, elas contratavam os seus costureiros tal qual qualquer empresa do setor secundário, como uma fábrica. Atualmente, no entanto, a tendência são as chamadas facções, em que o trabalhador produz em casa ou monta a sua própria equipe, que vende as suas produções a preços baixos para as grandes empresas. Com isso, não há pagamento de direitos trabalhistas e nem o respeito pelas leis do trabalho (como a jornada máxima de 40 horas semanais), uma vez que a exigência passa a ser em torno do que se produz.

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