Terciarização da economia

A terciarização da economia está provocando profundas transformações na economia, no mundo do trabalho e no espaço geográfico.

O setor terciário concentra um elevado número de atividades
O setor terciário concentra um elevado número de atividades

Uma das maiores características da fase atual do sistema capitalista, marcada pela aceleração da globalização e também pelo predomínio da mecanização do campo e da acumulação flexível na produção industrial, é o processo de terciarização da economia. Contudo, para melhor entendermos esse conceito, é preciso lembrar algumas noções básicas a respeito dos diferentes setores que integram as atividades econômicas.

A economia, em termos de classificação de suas atividades, costuma ser dividida em três setores: o primário, o secundário e o terciário, cujas características são:

Setor primário – setor de produção de matérias-primas ou produtos primários. Envolve o extrativismo vegetal, animal (caça e pesca) e o mineral.

Setor secundário – setor de transformação das matérias-primas em mercadorias ou produtos de base. Envolve, basicamente, a indústria, o refino dos minerais, a construção civil e também a produção de energia.

Setor terciário – é o setor mais amplo em termos de classificação, pois envolve duas grandes áreas: o comércio e a prestação de serviços.

Assim sendo, entende-se por terciarização da economia o processo de direcionamento do emprego e da renda para o setor terciário, principalmente para a área de serviços.

Historicamente, a economia das primeiras civilizações e sua posteridade foi marcada pelo predomínio das atividades agropecuárias, em que o espaço geográfico era marcado pela hierarquia predominante do campo sobre a cidade. O mundo era composto por atividades essencialmente rurais. Com as sucessivas Revoluções Industriais e o gradativo processo de industrialização das sociedades, podemos dizer que ocorreu uma espécie de secundarização da economia, com a maior parte da renda das sociedades e do emprego nas indústrias, havendo, assim, uma maior predomínio da cidade sobre o campo.

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Ao longo do século XX e do início do século XXI – primeiramente nos países desenvolvidos, atualmente nos emergentes e, futuramente, nos subdesenvolvidos –, ocorreu a evolução da transferência das atividades para os serviços. As causas da terciarização da economia estão, sobretudo, nas transformações técnicas ocorridas no campo e também nas indústrias, onde houve a implantação da maquinários em substituição ao trabalho manual e também a substituição do fordismo (produção em massa) pelo toyotismo (produção flexível), que, por natureza, emprega menos trabalhadores.

Em face dessas circunstâncias, a maior parte dos trabalhadores migrou para o setor terciário, o que assinala também o que muitos economistas classificam como a terciarização do emprego. Em países como os Estados Unidos, quase 80% dos trabalhadores atuam no setor terciário. No Brasil, esse índice já vem se aproximando dos 70% e continua gradativamente aumentando. Portanto, podemos notar que o processo de terciarização, mais do que um termo econômico, é uma tendência cada vez mais presente nas mais diversas partes do mundo globalizado.

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