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Triângulo das Bermudas

O Triângulo das Bermudas já vitimou inúmeras tripulações e é alvo de muito misticismo e superstições.

O Triângulo das Bermudas é uma área do Oceano Atlântico que forma uma espécie de triângulo imaginário. Em suas pontas estariam a ilha de Bermudas, a cidade de San Juan (Porto Rico) e a cidade de Miami (Estados Unidos), conforme aponta o mapa acima. A região é muito conhecida pelos mistérios que a envolvem, sobretudo em virtude do comportamento supostamente anômalo de suas águas e do desaparecimento de aviões e embarcações em sua área.

O mais antigo relato “sombrio” sobre o Triângulo das Bermudas foi feito por Cristóvão Colombo, que afirmava que a sua bússola apresentava um mau funcionamento no local, além de este ser muito perigoso e aparentemente emitir luzes embaixo do oceano. No entanto, o caso que fez com que o local ganhasse maior notoriedade foi um acidente ocorrido em 1945, quando cinco aviões americanos misteriosamente sumiram, vitimando dezenas de tripulantes.

Em 1951, um avião cargueiro, também pertencente aos Estados Unidos, desapareceu na região sem emitir nenhum sinal. Teoricamente, as condições de voo eram ideais e não houve uma explicação plausível para o sumiço repentino do avião, que levava consigo mais de cinquenta pessoas. Houve, posteriormente, outros casos de sumiços, naufrágios e mortes no local.

Essas ocorrências instigaram o imaginário popular, fazendo com que autores de livros e a população como um todo passassem a elaborar teorias mirabolantes, como raptos praticados por extraterrestres, passagens para outro mundo, monstros aquáticos e muitas outras lendas.

No meio científico, a teoria mais aceita para explicar os acidentes no Triângulo das Bermudas referia-se à existência de gás metano nas águas em virtude da formação de vulcões submersos nos oceanos, o que provocaria efeito sobre as águas e também na atmosfera, vitimando tanto os navios quanto os aviões que passassem pelo local.

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Já a explicação para o mau funcionamento das bússolas é mais conhecida, trata-se de um fenômeno conhecido como variação de bússola, em que o instrumento passa a apontar para o norte geográfico e não para o polo norte magnético. Esse fenômeno ocorre em outras localidades também e é de conhecimento comum entre aqueles que entendem de técnicas de navegação. Caso algum operador mais inexperiente utilize a bússola sem fazer as devidas correções, fatalmente se perderá, aumentando as chances de naufrágio.

Recentemente, em 2010, uma equipe de pesquisadores australianos finalmente desvendou o “mistério” do triângulo das bermudas. E a explicação nada mais foi do que a comprovação da teoria do gás metano acima mencionada. Os solos do oceano liberam esse composto responsável por diminuir a capacidade de flutuação dos barcos, que, dependendo da concentração e do local, podem afundar repentinamente. Esse gás é também liberado em forma de bolhas na atmosfera, podendo reagir com faíscas liberadas pelo motor dos aviões, que correm o risco de explodirem, ou simplesmente provocar o desgaste dos motores.

Apesar dessa explicação, já havia outras hipóteses ligeiramente comprovadas que afirmavam que os acidentes eram casuais, ligados à falta de combustível, problemas técnicos e falhas humanas. Em alguns casos, as ocorrências nem chegaram a acontecer dentro do triângulo especificamente, mas em localidades relativamente próximas.

É importante lembrar que todos os dias uma grande quantidade de aviões e embarcações passa pelo local e praticamente todas saem ilesas. A polêmica e os supostos mistérios só existem em virtude de acontecimentos aparentemente inexplicados e meramente ocasionais.

Imagem de satélite da área do Triângulo das Bermudas
Imagem de satélite da área do Triângulo das Bermudas
Publicado por: Rodolfo F. Alves Pena

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