Convidar para ou convidar a?

Convidamos você e sua família para comparecerem à solenidade de inauguração 
                                          Ou

Convidamos você e sua família a comparecerem à solenidade de inauguração?

Eis que estamos diante de mais um caso demarcado pela regência verbal, e este, por sua vez, suscita o seguinte questionamento: qual preposição acompanhará o verbo?

Em face dessa realidade, mesmo porque o exemplo em questão representa uma situação linguística que se encontra permeada no cotidiano de muitos usuários, conheceremos a partir de agora as características que a demarcam, sobretudo as circunstâncias nas quais devemos usar esta ou aquela preposição, funcionando como elemento de ligação entre o verbo e seu respectivo complemento.

Este conhecido verbo, ora representado por “convidar”, em virtude de assumir sentidos distintos, ora é acompanhado pela preposição “para”, ora pela preposição “a”. Seguindo essa linha de raciocínio, vejamos:

* Em se tratando do sentido expresso por solicitar a presença de alguém, chamar, convocar, o verbo sempre é regido pela preposição para. Constatemos, pois, alguns exemplos:

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Convidamos você e sua família para comparecerem à solenidade de inauguração.

Convidamos todos os alunos para prestigiarem a entrega dos prêmios aos melhores colocados.  

* Fazendo referência à ideia expressa pelo ato de pedir, requerer, ordenar cortesmente, recomenda-se o uso da preposição “a”. Observe:

Convidou-os a se retirarem, dado o constrangimento que estavam causando a todos.  

* Em se tratando do sentido voltado para a ação de atrair, despertar a vontade, induzir, a preposição recomendada é a mesma (a):  

Aquelas duras palavras convidaram-no à reflexão.

* Fazendo referência à ideia de incitar, provocar, de forma conveniente usamos a preposição “a”. Constate:

Sua atitude convida à desconfiança.

Convidar para e convidar a integram os muitos casos relacionados à regência verbal
Convidar para e convidar a integram os muitos casos relacionados à regência verbal
Publicado por: Vânia Maria do Nascimento Duarte

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