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O cenário político do Período Regencial

A instalação do Período Regencial determinou a consolidação de novas tendências políticas no Brasil.
A instalação do Período Regencial determinou a consolidação de novas tendências políticas no Brasil.

Com o fim do Primeiro Reinado, a regência se instalou como uma forma de governo provisório que deveria preservar a ordem imperial na medida em que esperava o alcance da maioridade de Dom Pedro II. Mesmo sendo transitória, a regência foi de suma importância para que as figuras políticas brasileiras ganhassem maior relevância a partir de então. Já em um primeiro instante, vemos que diversos cargos públicos ocupados por lusitanos foram então assumidos por dirigentes nascidos aqui no Brasil.

Ao mesmo tempo, a saída de Dom Pedro I abriu espaço para que o desenvolvimento nacional e as atribuições políticas do Estado fossem alvo de recorrente discussão. Não se limitando aos redutos políticos oficiais, vemos que membros da elite econômica e outros setores médios da população organizavam reuniões em que falavam sobre as atribuições do imperador, o sistema eleitoral, as ações do legislativo, e outras questões da época.

Entre outras tendências, vemos que os portugueses resistentes no Brasil, burocratas e outros militares defendiam o retorno de Dom Pedro I ao governo imperial. Conhecido como “restaurador”, esse grupo tinha uma orientação política bastante conservadora. Manifestavam-se a favor de um governo fortemente centralizado, em que o rei tivesse ao seu alcance a maioria das importantes decisões políticas. Com a morte de D. Pedro I, em 1834, esse “partido” da época acabou se dissolvendo.

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Conhecidos como “chimangos”, os liberais moderados eram integrados basicamente pela grande aristocracia agrária situada na região Centro Sul do país. Comportavam-se de modo favorável ao regime monárquico, defendiam o voto censitário e o afastamento das camadas populares do processo político. Além disso, acreditavam que a ordem política e a unidade territorial só seriam preservadas na medida em que o poder estivesse centralizado nas mãos do monarca.

O cenário político regencial foi demarcado pela atuação política dos liberais exaltados – também conhecidos como “jurujubas” e “farroupilhas”. Geralmente integrado por homens livres despossuídos, pequenos proprietários e pequenos comerciantes, esse grupo lutava pela descentralização do poder político, pela ampliação do poder das províncias, pela extinção do Poder Moderador e pelo fim do caráter vitalício do cargo de Senador.

Com o passar do tempo, observamos que a hegemonia política dos liberais moderados acabou dando origem à duas outras facções: os liberais e conservadores. Os liberais defendiam a realização de algumas concessões que davam maior liberdade às instituições políticas províncias. Já os conservadores se agarravam ao discurso centralizador. Por fim, vemos que a mesma origem social destes dois grupos determinava um cenário político quase único ao Brasil Imperial.

Por Rainer Sousa
Mestre em História
Equipe Mundo Educação

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