Revolução Constitucionalista

Em linhas gerais, a Revolução Constitucionalista foi o levante paulista que buscou derrubar o governo de Getúlio Vargas.

As tropas constitucionalistas exigiam a deposição de Vargas e a recomposição do regime democrático.
As tropas constitucionalistas exigiam a deposição de Vargas e a recomposição do regime democrático.

A chegada de Getúlio Vargas ao poder sinalizou uma importante possibilidade de transformação do cenário político e econômico nacional. No entanto, a proposta transformadora da revolução não tinha condições de superar instantaneamente a hegemonia da elite agroexportadora que controlava o país. Dessa maneira, Vargas teria dificuldades em limitar os poderes dos cafeicultores paulistas, que representavam grande parte do interesse político oligárquico.

Enquanto o novo presidente reafirmava suas alianças colocando os tenentes à frente dos governos estaduais, a insatisfação política dos paulistas ganhava maior força. Nesse aspecto, membros da oligarquia buscavam apoio político para pressionar o novo presidente a convocar uma nova constituinte. A realização de novas eleições seria uma maneira de rearticular a presença das oligarquias no poder e garantir os interesses desse mesmo grupo.

Para tanto, foi realizada a junção entre o Partido Democrático (PD) e o Partido Republicano Paulista (PRP) que iriam compor a chamada Frente Única Paulista. O movimento passou a ganhar apoio popular na medida em que o regime varguista, teoricamente provisório, não dava sinais claros que uma nova eleição seria realizada. Em maio de 1932, uma manifestação paulista acabou gerando graves consequências com a morte de quatro jovens manifestantes: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo.

O incidente foi o estopim para que uma luta armada entre os paulistas e o governo provisório se concretizasse. Em São Paulo, o M.M.D.C. foi responsável pela organização da luta armada e carregava em sua sigla as iniciais dos jovens mortos na manifestação ocorrida em maio. A revolução, conhecida como Revolução Constitucionalista, teve início em julho daquele mesmo ano, quando foi oficializada a ruptura política entre os paulistas e o governo provisório de Getúlio Vargas.

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Exército Constitucionalista

A formação do chamado Exército Constitucionalista foi apoiado por outras figuras políticas que romperam com o governo e contou com a expressiva participação de jovens de classe média favoráveis à redemocratização do país. Apesar do visível apoio da população, que chegou ao ponto de doar jóias e dinheiro às tropas paulistas, a mobilização não teve força suficiente para superar a vantagem numérica e bélica do governo.

Em setembro de 1932, as forças constitucionalistas já não conseguiam deter o avanço das tropas fiéis a Getúlio Vargas. Além disso, o bloqueio imposto pela Marinha no Porto de Santos impediu que os revoltosos recebessem tropas e suprimentos de outros estados solidários ao movimento constitucionalista. Pouco tempo se passou até que os paulistas reconhecessem a derrota. No ano seguinte, Vargas anunciou a convocação da constituinte e ofereceu subsídios aos agricultores.

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