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Guerra Franco-Prussiana

A Guerra Franco-Prussiana, que transcorreu entre os anos de 1870 a 1871, foi um dos mais importantes conflitos do século XIX e contribuiu para a formação do Império Alemão.

Guerra Franco-Prussiana
O rei Guilherme I, da Prússia (à direita, em primeiro plano), e seus generais

Um dos conflitos mais importantes do século XIX foi a Guerra Franco-Prussiana, que se desenrolou entre os anos de 1870 e 1871. Essa guerra, como o próprio nome indica, foi travada entre o Império Francês e o Reino da Prússia, governados, à época, por Napoleão III e Guilherme I, que tinha como primeiro-ministro Otto von Bismark, respetivamente. A Guerra Franco-Prussiana estava permeada pela atmosfera do Nacionalismo, ideologia política que levou à formação dos grandes impérios do século XIX, como o inglês, o francês, o italiano, o alemão, o japonês e o americano. Portanto, para compreendermos essa guerra, é necessário que saibamos como ela está relacionada com a formação do Império Alemão.

O Império Nacional Alemão formou-se ao longo da década de 1860 por meio de sucessivos conflitos e manobras diplomáticas comandados pelo primeiro-ministro da Prússia, Otto von Bismarck. Esse processo ficou conhecido como Unificação Alemã. A Guerra Franco-Prussiana pode ser entendida, grosso modo, como o “ponto final” da unificação da Alemanha, pois foi nessa guerra que a Prússia teve que se unir a todos os principados alemães (que, junto dela, formariam a nação alemã) para combater o Império Francês. Bismarck incitou essa guerra prevendo as suas consequências. Uma dessas consequências seria a unidade alemã e a criação do II Reich (Segundo Império), do qual ele seria o chanceler e Guilherme I, o imperador.

Napoleão III, da França, também tinha interesses em promover uma guerra contra a Prússia e seus aliados, acreditando que poderia vencer o conflito porque seus oficiais eram mais experientes e mais bem treinados que os germânicos. Os prussianos possuíam um exército modernizado, apesar de jovem – modernização essa que acompanhava o próprio desenvolvimento da indústria e da infraestrutura no país, principalmente no que se refere às linhas férreas, que fora realizado programaticamente por Bismarck. O modo como o exército prussiano deslocava-se (rápido e preciso) comprometeu, aos poucos, a experiente defesa francesa, como aponta o historiador Armando Vidigal:

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[...] A Alemanha, graças ao cuidadoso planejamento e esmerada organização do sistema de transporte, especialmente ferroviário, pôde colocar 3 exércitos em posição – cerca de 380 mil homens – em 18 dias. Por outro lado, na França, a confusão foi enorme: unidades chegaram ao front e sem meios de transporte, e os atrasos foram frequentes. Quando Napoleão III juntou-se ao Exército em Metz, a 28 de julho, nenhum corpo estava em condições de dar início às operações. Em consequência, perdeu-se a vantagem inicial que seria da França, com maior proporção de tropas profissionais e melhores armas portáteis. A vantagem alemã era numérica – além dos prussianos, contava com tropas de outros Estados da Confederação (inclusive da Saxônia e do Hesse) e também dos Estados do Sul (Bavária, Württemberg e Baden) –, além da superioridade da artilharia, em organização e mobilidade.[1]

A guerra, que teve início em julho de 1870, gerou sucessivas derrotas francesas. Em agosto, Napoleão III já havia sido capturado pelas tropas prussianas. O general francês Trochu ainda tentou comandar uma resistência a partir de um governo provisório, mas Paris foi cercada pelos prussianos em 19 de setembro. A resistência ocorreu até o dia 28 de janeiro de 1871. Nesse dia, foi assinado o armistício da França por Adolphe Thiers.

Ainda em 1871 foi assinado o Tratado de Frankfurt, que previa uma indenização de 1 bilhão de francos a ser paga pela França ao Império Alemão, bem como a concessão dos terrenos de Alsácia e Lorena. A fragilidade política da França naquele ano acabou gerando a chamada “Comuna de Paris”, uma das primeiras experiências comunistas da história.

NOTAS

[1] VIDIGAL, Armando. “Guerras da Unificação Alemã”. In: MAGNOLI, Demétrio (org.). História das Guerras. São Paulo: Contexto, 2013. p. 310.

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