Resistência europeia ao nazismo

A resistência europeia ao nazismo salvou milhares de vidas durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945)
A resistência europeia ao nazismo salvou milhares de vidas durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945)

Quando relacionamos o termo “resistência” aos acontecimentos da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), notamos que, na história do conflito, esse foi o nome dado aos grupos civis (sociedade civil) que lutaram contra os nazistas.

Durante a Segunda Guerra, esses grupos surgiram praticamente em toda Europa e seus integrantes eram originados das diversas classes sociais. Homens e mulheres constituíam esses grupos. Eram operários, trabalhadores em geral, alguns aristocratas, religiosos, intelectuais, pessoas dos exércitos, entre outros.

O principal líder da resistência francesa foi o general Charles de Gaulle, que não aceitou a rendição francesa e exilou-se na Inglaterra. No entanto, a França foi dominada pelos alemães. Ao contrário de Gaulle, o marechal francês Philippe Pétain assinou um acordo de total rendição à Alemanha. Assim, os alemães dividiram a França em duas zonas, uma ocupada e outra não ocupada, formando, assim, o Regime de Vichy, no qual Pétain colaborou assiduamente com os nazistas, entregando milhares de judeus.

Exilado na Inglaterra, o general Gaulle organizou a resistência francesa através de mensagens e instruções aos seus compatriotas via a rádio BBC de Londres. A resistência também existiu na própria Alemanha, onde assumiu diversas facetas contra os nazistas.

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A resistência alemã contra o nazismo foi marcada por diversos atos, como: desobediência civil, participação de missas proibidas pelo regime nazista e oferecimento de abrigo e esconderijo aos judeus perseguidos. Além disso, muitos alemães ajudaram nas fugas dos judeus da Alemanha para que estes pudessem escapar dos campos de concentração.

Os atentados organizados contra a vida do líder nazista, Adolf Hitler, também assumiram caráter de resistência. Além disso, os alemães boicotaram o recrutamento militar e se organizaram em grupos de resistência.

A indústria cinematográfica explorou o tema da resistência europeia contra o nazismo, principalmente a resistência alemã. No filme Operação Valquíria, de Bryan Singer (2008), o diretor demonstrou a resistência alemã dentro do exército, que organizou vários atentados contra a vida de Hitler.

Outra produção cinematográfica que retratou a resistência alemã em relação à ajuda prestada aos judeus na fuga da Alemanha nazista é o filme A lista de Schindler, de Steven Spielberg (1993). Dessa forma, o regime nazista que estava em ascensão na Europa durante a Segunda Guerra sofreu um processo de repúdio e resistência em todo continente europeu, até mesmo na Alemanha nazista.

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