Erico Verissimo

“Erico Lopes Verissimo, que recebeu os prêmios “Machado de Assis" e “Graça Aranha", é o autor de “O Tempo e o Vento” e “Olhai os Lírios do Campo”.”

Erico Lopes Verissimo nasceu no dia 17 de dezembro de 1905, em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul. Era membro de uma família rica e tradicional que perdeu tudo no começo do século XX. Filho de Sebastião Verissimo da Fonseca e de Abegahy Lopes, Erico Verissimo, como ficou conhecido, estudou no Colégio Venâncio Alves, em Cruz Alta.

Desde a adolescência apreciava obras de autores brasileiros como Aluízio Azevedo, Joaquim Manuel de Macedo, Coelho Neto e também obras de autores estrangeiros, como Dostoiévski e Walter Scott.

Entre os anos de 1925 e 1930, trabalhou como bancário, tornou-se sócio de uma farmácia e ainda ministrou aulas de literatura e de inglês. Também, em 1929, iniciou sua carreira de escritor, publicando contos em revistas e jornais. Em 1931, Erico Verissimo casou-se com Mafalda Halfem Volpe, com quem teve dois filhos, Clarissa Verissimo e Luis Fernando Verissimo, que também é escritor.

No mesmo ano, mudou-se definitivamente para Porto Alegre para ocupar o cargo de Secretário de Redação da 'Revista do Globo'. Em 1932, foi promovido a Diretor da 'Revista do Globo', atuando diretamente no departamento editorial da livraria do globo.

Fases das obras do autor

A primeira fase das obras de Erico Verissimo faz parte da segunda geração modernista (1930-1940), cujo projeto literário priorizava, entre outras questões, o engajamento dos autores e suas reflexões a respeito dos problemas sociais no Brasil.

Na segunda fase, Erico Verissimo atribuiu maior enfoque à investigação a respeito do passado histórico do estado do Rio Grande do Sul. Uma de suas obras mais reconhecidas pelo público, "O Tempo e o Vento", escrita em três romances épicos, aborda a contextualização histórica e o perfil patriarcal das famílias gaúchas em meados do século XX.

Na terceira fase de produção literária, Erico Verissimo atribuiu maior enfoque às reações ao sistema político do século XX, à guerra e ao racismo, como podemos observar na obra "Senhor Embaixador".

Entre os anos de 1941 e 1953, Erico foi para os Estados Unidos a convite do Departamento de Estado americano para atuar em missão cultural e para lecionar Literatura brasileira na Universidade de Berkeley, na Califórnia. Em 1953, ocupou o posto de Diretor do Departamento de Assuntos Culturais da União Pan-Americana.

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Em 1969, a obra "Música ao Longe" recebeu o Prêmio Machado de Assis e a obra "Caminhos Cruzados" recebeu o Prêmio Graça Aranha.

Erico Lopes Verissimo faleceu em Porto Alegre, no dia 28 de novembro de 1975, vítima de um infarto.

Obras de Erico Verissimo por ordem cronológica:

  • Fantoche (1932)

  • Clarissa (1933)

  • Caminhos Cruzados (1935)

  • Música ao Longe (1935)

  • A Vida de Joana D'Arc (1935)

  • Um Lugar ao Sol (1936)

  • As Aventuras do Avião Vermelho (1936)

  • Rosa Maria no Castelo Encantado (1936)

  • Os Três Porquinhos (1936)

  • Meu ABC (1936)

  • As Aventuras de Tibicuera (1937)

  • O Urso com Música na Barriga (1938)

  • Olhai os Lírios do Campo (1938)

  • A Vida do Elefante Basílio (1939)

  • Outra Vez os Três Porquinhos (1939)

  • Viagem à Aurora do Mundo (1939)

  • Aventuras no Mundo da Higiene (1939)

  • Saga (1940)

  • Gato Preto em Campo de Neve (1941)

  • As Mãos de Meu Filho (1942)

  • O Resto é Silencio (1942)

  • A Volta do Gato Preto (1946)

  • O Tempo e o Vento I (1948)

  • O Continente (1948)

  • O Tempo e o Vento II (1951)

  • O Retrato (1951)

  • Noite (1954)

  • Gente e Bichos (1956)

  • O Ataque, novelas (1959)

  • O Tempo e o Vento III (1961)

  • O Arquipélago (1961)

  • O Senhor Embaixador (1965)

  • O Prisioneiro (1967)

  • Israel em Abril (1969)

  • Incidente em Antares (1971)

  • Solo de Clarineta, memórias, vol. I (1973); Vol. II (1975).

Publicado por: Luciana Kuchenbecker Araújo
Erico Lopes Verissimo é o autor de “O Tempo e o Vento” e “Olhai os Lírios do Campo”
Erico Lopes Verissimo é o autor de “O Tempo e o Vento” e “Olhai os Lírios do Campo”

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