Machado de Assis

Machado de Assis foi um dos maiores escritores brasileiros, publicou vários dos clássicos de língua portuguesa e foi o primeiro diretor da Academia Brasileira de Letras.

Machado de Assis é um dos maiores nomes da Literatura brasileira.
Machado de Assis é um dos maiores nomes da Literatura brasileira.

Joaquim Maria Machado de Assis foi um dos maiores escritores brasileiros, tendo responsabilidade pela criação da Academia Brasileira de Letras, onde foi presidente por dez anos. Machado de Assis também foi o responsável por implantar no Brasil o Realismo na literatura por meio da observação da sociedade carioca da época em que baseava suas obras.

Além de escritor, Machado também teve inúmeros cargos públicos, chegando até mesmo a ser diretor da Diretoria do Comércio, na Secretaria de Estado da Agricultura, Comércio e Obras Públicas do Brasil. Suas principais obras são hoje clássicos da literatura brasileira, tais como “Memórias Póstumas de Brás Cubas” e “Dom Casmurro”.

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Quem foi Machado de Assis?

Machado de Assis nasceu em 21 de junho de 1839, no Morro do Livramento, localizado no Rio de Janeiro. Machado de Assis perdeu a mãe e a irmã ainda muito jovem. Começou seus trabalhos na área jornalística sendo aprendiz de tipógrafo na Tipografia Nacional, trabalhando junto com o também escritor brasileiro Manuel Antônio de Almeida — autor de “Memórias de um Sargento de Milícias”.

Machado nasceu em família carente, mas letrada e, por isso, mesmo sem frequentar a escola, era capaz de ler e escrever. Descendente de negros, gago e epilético, conseguiu grande ascensão na vida e carreira, tendo sido oficial da Ordem da Rosa, além de ter ocupado outros cargos públicos. No entanto, foi no jornalismo que Machado de Assis destacou-se por escrever crônicas diárias sobre, inicialmente, as sessões parlamentares e, posteriormente, sobre o cotidiano da cidade do Rio de Janeiro, que passava por mudanças inspiradas no urbanismo parisiense.

Escrevendo para os jornais, passou anos compondo pequenos relatos do cotidiano, tendo a autoria de mais de 600 crônicas, que acabaram por inspirá-lo na sua jornada pelo Realismo, sendo aqui no Brasil seu precursor.

Em 1897, fundou a Academia Brasileira de Letras, onde foi presidente por 10 anos. Em 1908, morreu e foi enterrado junto com sua esposa, Carolina Augusta Xavier de Novais, no cemitério de São João Batista no Rio de Janeiro.

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Obras

O estilo machadiano tradicional é o Realismo, no entanto sua vida literária foi caracterizada, inicialmente, pelo Romantismo. A primeira parte de sua carreira foi marcada por poemas, peças teatrais e romances de caráter romântico, tais como:

  • O poema “Ela”, escrito em 1863;

  • As peças teatrais de comédia “O protocolo” e “O caminho da porta” (1863);

  • Seu primeiro livro de versos, “Crisálidas” (1864);

  • Seu primeiro romance, “Ressurreição” (1872);

  • O livro de contos “Histórias da meia-noite” (1873);

  • O romance “Iaiá Garcia” (1878).

Por volta de 1881, Machado adoentou-se devido à epilepsia. Com a saúde abalada, também por causa dos remédios fortes que tomava, passou por um período pessimista, dando início à sua fase realista com o romance “Memórias Póstumas de Brás Cubas”.

  • “Memórias póstumas de Brás Cubas” (1881);

  • “Quincas Borba” (1891);

  • “Dom Casmurro” (1899);

  • “Esaú e Jacó” (1904).

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Machado publicou um total de 10 romances, 10 peças teatrais, 200 contos, cinco coletâneas de poemas e sonetos e mais de 600 crônicas.

Machado de Assis e Joaquim Nabuco fundaram a Academia Brasileira de Letras (foto de Augusto Malta / Biblioteca Nacional).
Machado de Assis e Joaquim Nabuco fundaram a Academia Brasileira de Letras (foto de Augusto Malta / Biblioteca Nacional).

Características

As características principais das obras de Machado de Assis são:

  • Crítica à burguesia e à sociedade de maneira geral;

  • Ironia;

  • Metalinguagem;

  • Diálogo direto com o leitor.

Sua obra também é bastante conhecida pelo chamado realismo psicológico, que se caracteriza pelos aspectos psicológicos dos personagens, os quais, até então, eram explorados apenas a nível físico e costumeiro. Por ser um escritor que também era jornalista e cronista, sua visão da sociedade, a qual rotineiramente observava, influenciava muito o que abordava em suas obras: a sociedade burguesa carioca do século XIX.

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