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Liberalismo x Keynesianismo

Até a década de 30, a corrente teórica que reinava nas principais potências econômicas do mundo era o liberalismo econômico. O principal conceito dessa teoria é a “mão invisível” do mercado. O que é isso? Sabemos que o capitalismo não é um sistema perfeito, ou seja, existem várias falhas de mercado. Se essas falhas não existissem, não haveria problemas de monopólio ou superprodução, por exemplo. O liberalismo afirma que o mercado já possui mecanismos que são capazes de regular e corrigir essas falhas. Ora, se o mercado já possui esses mecanismos, qual a função do Estado na economia? É justamente esse o pensamento dos liberalistas: a não-intervenção do Estado na economia. Na verdade, o Estado deveria exercer apenas duas funções: cumprir os contratos e garantir a propriedade privada.

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Um dos exemplos de falhas de mercado citados acima – a superprodução – foi o problema central da Crise de 29. Foi a partir daí que a teoria do liberalismo foi colocada em xeque, pois se o mercado fosse tão “independente” assim, não haveria uma crise tão profunda. Em 1926, John Maynard Keynes postulou uma teoria na qual rompia totalmente com os princípios liberalistas. Keynes pregava a intervenção do Estado na economia, aliás, não só na economia, mas em todos os aspectos que fossem necessários.

O keynesianismo, de certa forma, passou a substituir o liberalismo após a Segunda Guerra Mundial, uma vez que vários países, especialmente os europeus, se encontravam abalados economicamente. Esse tipo de organização política e econômica ficou denominado como Welfare State (Estado de bem-estar social).

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