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Alerta para os antiácidos

Se você é daqueles que a qualquer sintoma de azia já recorre para os antiácidos, cuidado! Descubra aqui o porquê desta precaução.

O principal componente dos antiácidos é o Bicarbonato de sódio (NaHCO3): um pó de cor branca, solúvel em água. Esse composto também é conhecido como hidrogeno carbonato de sódio e se classifica como sólido alcalino.

A reação abaixo mostra a interação entre Bicarbonato de sódio e ácido clorídrico:

NaHCO3 + HCl → NaCl + H2O + CO2

A equação representa a ação do NaHCO3 em nosso organismo quando estamos com acidez estomacal (presença de HCl). Os produtos da reação são dióxido de carbono (CO2), cloreto de sódio (NaCl) e água (H2O). A presença de CO2 pode ser notada na prática: ao ingerirmos o antiácido sentimos necessidade de liberar este gás pela boca, na forma de arrotos.

Os Antiácidos estomacais têm o poder de neutralizar o excesso de HCl do suco gástrico presente em nosso estômago, o responsável por auxiliar na digestão dos alimentos que ingerimos. Até aí tudo bem, o problema surge quando fazemos uso em excesso deste medicamento.

Quando se comete exageros na alimentação é normal sentir azia, mas esses sintomas só devem ser medicados quando acontecerem numa frequência que prejudique as atividades diárias. Além disso, o desconforto estomacal pode ser uma resposta à ansiedade e nervosismo. Essas duas situações ocasionam um desequilíbrio no pH do estômago.

Se você recorre aos antiácidos ao menor sintoma e diariamente, notará um aumento de gases no estômago em razão da liberação de CO2 dos efervescentes. Portanto, fique atento! Se o desconforto da azia se tornar frequente (duas vezes por semana por mais de um mês), não se automedique, a melhor saída é procurar um médico.
Como usar corretamente os antiácidos?
Como usar corretamente os antiácidos?
Publicado por: Líria Alves de Souza

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