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Distribuição eletrônica dos elementos de transição

A distribuição eletrônica dos elementos de transição abrange a utilização dos subníveis d e f do diagrama de Linus Pauling.

Elementos de transição na tabela periódica
Elementos de transição na tabela periódica

A distribuição eletrônica dos elementos de transição, ou elementos das chamadas famílias B da tabela periódica, apresenta como principal característica o fato de seus integrantes possuírem os subníveis d ou f como mais energéticos.

Diagrama de energia ou diagrama de Linus Pauling
Diagrama de energia ou diagrama de Linus Pauling

Os elementos representativos apresentam os subníveis s e p como sendo os mais energéticos de suas distribuições eletrônicas.

Vale lembrar que os elementos de transição são divididos em dois grupos, os de transição interna e os de transição externa. Essa divisão está ligada diretamente com o subnível mais energético apresentado na distribuição desses elementos, como veremos a seguir.

Distribuição eletrônica dos elementos de transição externa

Os elementos de transição externa são todos aqueles que ocupam o 4º, 5º, 6º, e 7º períodos das famílias B (de I a VIIIB), localizados no corpo principal da tabela periódica, como podemos observar na imagem abaixo:

Posicionamento dos elementos de transição externa na tabela periódica
Posicionamento dos elementos de transição externa na tabela periódica

Independentemente do elemento, a distribuição de um elemento de transição externa sempre termina no subnível d, conforme cada um dos exemplos a seguir.

Vale ressaltar que a única diferença existente na distribuição eletrônica dos elementos de transição externa está no nível em que o subnível d se encontra, já que no diagrama de Linus Pauling existem as opções 3d, 4d, 5d e 6d.

Exemplo: Distribuição do cobre

O cobre apresenta número atômico 29, o que corresponde a 29 elétrons, resultando na seguinte distribuição:

Distribuição eletrônica do cobre
Distribuição eletrônica do cobre

Podemos notar que a distribuição eletrônica do cobre finda em 3d9, o que o caracteriza como um elemento de transição externa.

Exemplo: Distribuição do tungstênio

O tungstênio apresenta número atômico 74, o que corresponde a 74 elétrons, resultando na seguinte distribuição:

Distribuição eletrônica do tungstênio
Distribuição eletrônica do tungstênio

Podemos notar que a distribuição eletrônica do tungstênio finda em 5d4, o que o caracteriza como um elemento de transição externa.

Exemplo: Distribuição do rutênio

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O rutênio apresenta número atômico 44, o que corresponde a 44 elétrons, resultando na seguinte distribuição:

Distribuição eletrônica do rutênio
Distribuição eletrônica do rutênio

Podemos notar que a distribuição eletrônica do rutênio finda em 4d6, o que o caracteriza como um elemento de transição externa.

Distribuição eletrônica dos elementos de transição interna

Posicionamento dos elementos de transição interna na tabela periódica
Posicionamento dos elementos de transição interna na tabela periódica

Os elementos de transição interna são todos aqueles localizados nas séries dos lantanídeos e actinídeos, pertencentes, respectivamente, ao 6º e 7º períodos da família IIIB. Cada série apresenta 14 elementos químicos.

A distribuição eletrônica dos elementos de transição interna sempre termina no subnível f, independentemente de qual elemento, com uma ressalva: os lantanídeos terminam em 4f e os actinídeos terminam em 5f, conforme podemos ver nos exemplos a seguir.

  • Distribuição eletrônica dos lantanídeos

Exemplo: Distribuição do cério

O elemento cério apresenta número atômico 58, o que corresponde a 58 elétrons, resultando na seguinte distribuição:

Distribuição eletrônica do cério
Distribuição eletrônica do cério

Podemos notar que a distribuição eletrônica do cério finda em 4f2, o que o caracteriza como um lantanídeo.

Exemplo: Distribuição do térbio

O cúrio apresenta número atômico 65, o que corresponde a 65 elétrons, resultando na seguinte distribuição:

Distribuição eletrônica do térbio
Distribuição eletrônica do térbio

Podemos notar que a distribuição eletrônica do térbio finda em 4f9, o que o caracteriza como um lantanídeo.

  • Distribuição eletrônica dos actinídeos

Exemplo: Distribuição do urânio

O urânio apresenta número atômico 92, o que corresponde a 92 elétrons, resultando na seguinte distribuição:

Distribuição eletrônica do urânio
Distribuição eletrônica do urânio

Podemos notar que a distribuição eletrônica do térbio finda em 5f4, o que o caracteriza como um actinídeo.

Exemplo: Distribuição do férmio

O elemento férmio apresenta número atômico 100, o que corresponde a 100 elétrons, resultando na seguinte distribuição:

Distribuição eletrônica do férmio
Distribuição eletrônica do férmio

Podemos notar que a distribuição eletrônica do férmio finda em 5f12, o que o caracteriza como um actinídeo.

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