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Radioatividade do Urânio

O que tem a ver a radiação do Urânio com manchas em filmes fotográficos? Pode parecer estranho, mas foi exatamente isso que permitiu a descoberta da radioatividade deste elemento.

O cientista francês Henry Becquerel (1852-1908) foi o responsável por esta façanha, veja como foram feitos os testes de Becquerel com a radiação do Urânio:

1. Primeiramente ele envolveu chapas fotográficas com papel preto e as guardou em gavetas que continham o sal sulfato duplo de potássio e uranilo;

2. Após alguns dias depois percebeu que as mesmas continham manchas, este fato o levou ao questionamento: por que as chapas, apesar de estarem envoltas pelo papel e bem escondidas, ficaram manchadas?

3. Becquerel concluiu que o que manchava as chapas fotográficas não eram raios solares, devido o material estar bem protegido da luz solar, mas poderia ser uma espécie de radiação proveniente do Urânio;

4. A partir deste teste surgiu uma dúvida: será que outros sais também mancham as chapas fotográficas? Becquerel então realizou mais testes envolvendo outros sais, mas somente quando o sal de Urânio estava envolvido é que ocorriam os efeitos radioativos.

Estas observações levaram Becquerel a concluir que o Urânio se tratava de um elemento radioativo, e a radiação emitida por ele recebeu a denominação de raios de Becquerel. Estes estudos com Urânio radioativo renderam a Henry Becquerel o prêmio Nobel.

É importante lembrar que os raios de Urânio são invisíveis, penetrantes e altamente perigosos e por isso são nocivos a nossa saúde.
Publicado por: Líria Alves de Souza

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